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Frente à SIDA/AIDS, por entre vitórias e derrotas

Source: EPA/SANJAY BAID

No Dia Mundial de Combate à SIDA/AIDS, 1º de dezembro, Francisco Sena Santos retoma a história e os estigmas relativos à doença, e fala sobre a situação atual das pessoas que convivem com ela.

Ao principio, no começo da década de 80 do seculo XX,  no meio de grande angústia, não se sabia ao certo o que era aquela doença misteriosa.

Não se sabia o que é que desencadeava a infeção, grave, pneumonia e outras infeções causadoras de terrível sofrimento e sempre devastadoramente mortal.

Muitos fantasmas ficaram à solta. Com muito desconhecimento – e também desinformação o que levou a atitudes irracionais: uma histeria de rejeição das pessoas apanhadas pla doença, estigmatização social dos infetados; houve quem lhe chamasse doença dos homossexuais, dos heroinómano - histórias comuns a muitos dos infetados.

Houve quem na América acrescentasse doença dos haitianos, porque apareciam vários haitianos com aquela estranha infeção. O desespero atacava doentes e medicos.

Não se sabia como aliviar o sofrimento dos doentes, como parar o massacre de tantas vidas. Quem aparecia com aquela doença parecia condenado.

Tudo era muito rápido - é facto que também a investigação científica. O enigma inicial  (o que era aquilo?) ficou resolvido depressa, há exatamente 40 anos, 1981.

Foi conseguida, por uma equipa de Los Angeles, uma primeira descrição clinica, a partir do quadro identificado em 5 jovens, todos homens – todos homossexuais (foi aqui que cresceu a etiqueta de doença dos gays).

Dois anos depois, os laboratórios do Instituto Pasteur em Paris alcançaram o grande progresso: isolaram o virus infecioso responsável por esta doença julgada nova e puseram-lhe nome VIH, virus da imunodeficiência humana.

Passava a saber-se a causa do mal – o mal que ficou conhecido como SIDA/AIDS.

Mas só 14 anos depois, em 96, apareceram os medicamentos retrovirais com os quais foi possível passar a domar o virus. A doença  mortal passou a doença crónica.

Não está ainda eliminada, a SIDA continua a atacar cerca de 2 milhões de pessoas em cada ano – e há umas oitocentas mil que morrem, são as que não têm acesso aos medicamentos. Estão maioritariamente em África, nalguma Ásia mais desprotegida e na América Latina.

Somam-se aos 40 milhões de pessoas que em cada ano morrem de sida, dá um milhão por cada ano de conhecimento deste virus.

Mas nos países ricos a SIDA passou a ser uma doença crónica com a qual é possível viver, com o apoio dos medicamentos.

É um facto que o progresso cientifico está mais veloz do que o social, porque ainda há muito preconceito sobre os portadores do virus HIV.

A batalha contra o virus, no hemisfério norte está a ser ganha. No hemisfério sul, sobretudo em África e na América Latina, a saúde continua a perder e o virus a avançar – porque falta o medicamento adequado, eficaz.

Esta também é uma lição para o nosso tempo actual, com a Covid a propagar-se.

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