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Tráfico de mulheres tinha como destino a Austrália: polícia brasileira

Operation Harem BR uncovered an international exploitation and sex trafficking network. Source: Polícia Federal de Sorocaba/ Divulgação/Interpol

A ‘Operação Harem BR’, da Polícia Federal brasileira, levou à rede internacional de exploração sexual e tráfico de mulheres. Os investigadores apuram também a apresentação de documentos possivelmente falsos junto a Embaixada da Austrália no Brasil para dar entrada em pedidos de vistos australianos, como holerites e comprovantes de vínculos empregatícios.

Uma investigação que começou com a prisão de um grupo de falsificadores de documentos e estelionatários em 2019 na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo, levou a Polícia Federal brasileira a uma rede internacional  de agenciamento e tráfico de mulheres.

De acordo com a polícia, as mulheres foram encaminhadas para cinco países entre eles, a Austrália.

Pelo menos 200 vítimas foram identificadas, a maiorio com idade entre 18 e 20 anos, mas entre elas há também menores de idade.

Polícia Federal de Sorocaba/ Divulgação
Investigação da polícia brasileira levou à rede de tráfico internacional de mulheres
Polícia Federal de Sorocaba/ Divulgação

Seis pessoas foram presas no Brasil e no exterior com o apoio da Interpol, a polícia internacional.

Segundo a polícia as vítimas foram aliciadas pelos chefes da quadrilha pelas redes sociais.

A chamada ‘Operação Harem BR’ apura também a apresentação de documentos possivelmente falsos junto a Embaixada da Austrália no Brasil para dar entrada em pedidos de vistos australianos, como holerites e comprovantes de vínculos empregatícios.

Polícia Federal de Sorocaba/ Divulgação
Pelo menos 200 vítimas foram identificadas, a maior parte entre 18 e 20 anos
Polícia Federal de Sorocaba/ Divulgação

O delegado de polícia federal em Sorocaba, João Luiz Moraes Rosa disse em coletiva de imprensa que a Austrália era alguns dos destinos das mulheres traficadas.

As localidades para onde essas mulheres foram encaminhadas são Austrália, Doha no Catar, Estados Unidos, Paraguai e Bolívia.

Entre os agenciadores, uma mulher foi presa em Portugal, acusada de falsificar documentos para facilitar a entrada de menores de idade para Austrália, Catar, Estados Unidos, Paraguai e Bolívia. 

O delegado de polícia João Luis Rosa disse que ela opera uma conexão nos Estados Unidos. “Nos Estados Unidos a investigação desvendou três conexões, uma em Nova York e Long Island, conexão essa operada por uma cidadã americana, cujo nome foi incluído na Lista Vermelha de procurados da Interpol, uma conexão no Texas, em Seattle, e uma conexão na Califórnia.”

Uma pessoa foi presa na Espanha. E um homem suspeito de chefiar a quadrilha foi preso em um apartamento de luxo na zona sul de São Paulo.

O delegado de polícia federal de Sorocaba, Rogério Giampaoli, disse que a quadrilha tem um grande alcance e está espalhada pelo Brasil e pelo mundo. “Para vocês verem a capilaridade desse grupo criminoso. Vocês vêem vários continentes, países, estados envolvidos. Tem uma rede de agenciadoras trabalhando para ele,” disse Giampaoli.

Polícia Federal de Sorocaba/ Divulgação
Rogério Giampaoli e João Luiz Moraes Rosa, delegados da Polícia Federal de Sorocoba, durante entrevista coletiva: Operação Harem BR desarticula esquema internacional de tráfico de mulheres.
Polícia Federal de Sorocaba/ Divulgação

Os investigadores identificaram duas mulheres em Doha, no Catar, e elas falaram que foram vítimas de exploração sexual. A polícia disse que a investigação continua.

Delegado de polícia Rogério Giampaoli:

A exploração da prostituição é crime, o recrutamento e aliciamento de novas vítimas e exploração econômica da prostituição também é crime 

Nos próximos dias 20 pessoas serão ouvidas na sede da Polícia Federal em Sorocaba.

Polícia Federal de Sorocaba/ Divulgação
Policiais federais deram cumprimento a 8 mandados de prisão preventiva. Destes, 5 mandados foram incluídos na Difusão Vermelha da INTERPOL, mais precisamente no Paraguai, Estados Unidos, Espanha, Portugal e Austrália, diante da suspeita de que alguns investigados estejam fora do País.
Polícia Federal de Sorocaba/ Divulgação

Os crimes investigados são:

1) favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável

2) tráfico de mulheres para fins de exploração sexual

3) falsidade material e/ou ideológica e uso de documento falso

4) favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual e Rufianismo  - exploração econômica da prostituição.

A Polícia Federal Australiana (Australian Federal Police) foi contactada pela SBS em Português para entrevista. 

Ouça a reportagem completa e trechos da coletiva de imprensa da Polícia Federal clicando no link da foto que abre essa reportagem.

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