Mara Bún é uma daquelas pessoas que não vieram ao mundo a passeio - apesar de que passear é claramente é algo que ela também gosta de fazer. Neta de austríacos por parte de mãe e filha de pai húngaro, o Brasil foi a ela berço e formação para uma vida internacionalizada e multicultural.

Estudou e trabalhou nos Estados Unidos, antes de ir parar na Austrália por amor e aventura. Fez carreira em Wall Street, alternando a vida no mercado financeiro com projetos voltados para a preservação do meio ambiente, área com a qual fala com evidente entusiasmo.
Trabalhou em projetos do Banco Mundial e com o Greenpeace, até que, de maneira inesperada, em 1991 veio morar na Austrália, país por cuja natureza se encantou.
Não importa onde você trabalha. Em qualquer ramo há movimentos para melhorar. É preciso achar estas oportunidades e fazer o papel político para avançar a transição (energética), que é inevitável.Mara Bún, sobre o que cada um pode fazer na luta contra as mudanças climáticas.
Em Down Under, Mara Bún atua na defesa do meio ambiente como administradora, investidora, consultora ou voluntária em vários níveis.
No alto escalão social, ela participa de projetos como o da Cambridge Institute Sustainability for Leadership, que junta executivos para desenvolver lideranças, projetos e captar dinheiro para a preservação ambiental.
Ao mesmo tempo, é uma ativista comunitária em Gold Coast, onde vive e participa, por exemplo, de trabalho voluntário na limpeza dos córregos próximos.

Entre 2017 e 2023, foi a primeira mulher presidente da The Australian Conservation Foundation, a organização ambiental nacional da Austrália.
É diretora da Green Collar, empresa que mobiliza capital para a transição energética, recentemente comprada por investidores do Canadá, e também foi diretora do fundo Australian Ethical Investment, além de voluntária na Câmara do Comércio Brasil-Austrália (ABCC).
Eu já achava finanças muito chato. Trabalhei vários anos e voltava para a Business School, era só coquetel de banqueiro, não tinha nada interessante. Meu começo na Austrália era com ONGs. Fui trabalhar com o Greenpeace.Mara Bún.
E isso são apenas com alguns projetos com o dedo e o empenho de Mara Bún, que também atua em nível cultural, sendo uma das patronas da Bowbird Collective, um coletivo de arte multimídia que conta histórias de conservação ambiental.
Mara está em tudo isso, mas sem abandonar a brasilidade, mesmo que a língua portuguesa, ainda em bom nível, carregue marcas de décadas fora do Brasil.
Tanto é que, nesta conversa com a SBS em Português, ela nos conta do trabalho voluntário que fez com a seleção feminina de futebol durante os Jogos Olímpicos de Sydney em 2000.

Os laços com as atletas brasileiras foi tão forte que, anos depois, quando o time do Brasil foi jogar em Brisbane, ela recepcionou as atletas com um churrasco em sua casa.
Estes são apenas alguns dos assuntos que ela tem para contar.
Com vocês, a brasileira do mundo, Mara Bún.
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