Watch FIFA World Cup 2026™ LIVE, FREE and EXCLUSIVE

No Brasil, número de universitários cotistas que concluem a graduação é maior do que de não-cotistas

Aluna com diploma

Embora diversas universidades já tivessem o sistema de cotas, a Lei de Cotas, que passou a abranger nacionalmente a proposta, foi implementada no Brasil em 2012. Credit: Thomas Barwick/Getty Images

O levantamento divulgado pelo Inep, ligado ao Ministério da Educação, aponta que 49% dos alunos que ingressaram em universidades federais e em instituições federais de educação profissional, científica e tecnológica concluíram o curso. O índice dos demais estudantes é de 42%.


Os dados do Censo da Educação Superior do Brasil de 2024 acabam com a ideia de que a política de cotas reduz a qualidade de ensino das instituições. A opinião é da coordenadora do programa de Lideranças Negras e Oportunidades de Acesso da Fundação Tide Setubal, Viviane Soranso. A organização não governamental busca promover oportunidades para pessoas em vulnerabilidade social, diminuindo desigualdades.

O levantamento divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) apontou que 49% dos alunos que entraram em universidades federais e em instituições federais de educação profissional, científica e tecnológica concluíram a graduação. O número é superior ao registrado pelos demais estudantes: 42%.

De acordo com o censo, entre 2013 e 2024, mais de 1,4 milhão de alunos ingressaram em universidades federais a partir da reserva de vagas. Para Viviane Soranso, as políticas de cotas servem como incentivo aos estudantes.

"Esses dados, eles desmontam uma ideia muito equivocada de que as cotas reduziriam a qualidade do ensino, da universidade, da unidade de ensino. Na prática, o que a gente vê, é que quando há oportunidades, esses estudantes respondem com compromisso, permanência e bons resultados."Viviane ainda cita alguns fatores que ajudam a explicar a porcentagem maior de conclusão por parte dos alunos cotistas.

"Tem alguns fatores importantes aí. Acho que o primeiro é pensar que a política de cotas, ela não é só sobre acesso. Ela amplia o reconhecimento de trajetórias que já são muito potentes, mas que historicamente foram excluídas. Acho que a gente precisa também pensar nesse processo de abrir possibilidades e ampliar o acesso. Além disso, muitos desses estudantes chegam com um nível muito alto de dedicação, porque eles sabem o quanto foi difícil acessar esses espaços. Então acho que não é surpresa que o desempenho seja bom."Em 2023, a Lei de Cotas passou por mudanças, entre elas a ampliação para as famílias que recebem até um salário mínimo por pessoa. Além disso, uma cota própria para quilombolas foi implementada.

(Vitor Mendes, para a Radioagência Nacional)

Para ouvir, clique no botão 'play' desta página.

Siga a SBS em Português no FacebookX, Instagram e You Tube. 

Ouça os nossos podcasts. Escute o programa ao vivo da SBS em Português às quartas-feiras e domingos ao meio-dia. Assine a 'SBS Portuguese' no SpotifyApple PodcastsiHeart PodcastsPocketCasts ou na sua plataforma de áudio favorita.

Já no Brasil, o INEP, um órgão ligado ao Ministério da Educação, divulgou que o

número de estudantes universitários cotistas que concluem a graduação é maior

do que o de não cotistas. A pesquisa é baseada no censo educacional realizada há

dois anos. Quem conta é o repórter Vitor Mendes, da Rádio Nacional de Brasília.

Os dados do Censo da Educação Superior de 2024 acabam com a ideia de que a política

de cotas reduz a qualidade de ensino das instituições. A opinião é da coordenadora

do programa de Lideranças Negras e Oportunidades de Acesso da Fundação Tide

Setubal, Viviane Soranso. A organização não governamental busca promover

oportunidades para pessoas em vulnerabilidade social, diminuindo

desigualdades. O levantamento divulgado pelo INEP, o Instituto Nacional de Estudos

e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, apontou que quarenta e nove por cento dos

alunos que entraram em universidades federais e em instituições federais de

educação profissional, científica e tecnológica, concluiu a graduação. O

número é superior ao registrado pelos demais estudantes, quarenta e dois por

cento. De acordo com o censo, entre 2013 e 2024, mais de um milhão e quatrocentos

mil alunos ingressaram em universidades federais a partir da reserva de vagas.

Para Viviane Soranso, as políticas de cotas servem como incentivo aos

-estudantes. -Esses dados, eles desmontam, é, uma ideia

muito equivocada de que as cotas reduziriam a qualidade do ensino, da

universidade, enfim, da unidade de ensino. Na prática, o que a gente vê é que quando

há oportunidades, esses estudantes respondem com compromisso, permanência e

-bons resultados. -Viviane ainda cita alguns fatores que

ajudam a explicar a porcentagem maior de conclusão por parte dos alunos cotistas.

Tem alguns fatores importantes aí. Acho que o primeiro é pensar que a política de

cotas, ela não é só sobre acesso. Ela amplia o reconhecimento de trajetórias que

já são muito potentes, mas que historicamente foram excluídos. Acho que a

gente precisa também pensar nesse processo de abrir possibilidades e ampliar

o acesso, né? Acho que, além disso, muitos desses estudantes, eles chegam com

um nível muito alto de dedicação, porque eles sabem o quanto foi difícil acessar

esses espaços. Então acho que não é surpresa que o desempenho seja bom.

Em 2023, a Lei de Cotas passou por mudanças, entre elas a ampliação para as

famílias que recebem até um salário mínimo por pessoa. Além disso, uma cota própria

para quilombolas foi implementada. Com supervisão de Bianca Paiva, da Rádio

Nacional em Brasília, Vitor Mendes.

END OF TRANSCRIPT

Share

Follow SBS Portuguese

Download our apps

Listen to our podcasts

Get the latest with our exclusive in-language podcasts on your favourite podcast apps.

Watch on SBS

Portuguese News

Watch now