É um caso que está a inquietar Portugal: um agente da autoridade, um chefe da Policia de Segurança Pública, integrava a milícia suspeita de atividades terroristas de pendor neonazi, que nesta terça-feira foi alvo de 15 buscas e seis detenções por parte da Policia Judiciária.
Entre o material apreendido na operação estavam explosivos militares, armas de fogo, munições, estimadas em milhares de euros. E vários livros de propaganda de Hitler.
Também foi encontrado o esquema de um plano de ataque ao parlamento português.
O diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves alertou: “Estamos a tratar de um fenómeno muito sério e com grande relevância, social e criminal.
Os crimes de ódio têm que ver com a discriminação e o incitamento ao ódio e à violência.
Não é constitucionalmente e penalmente aceitável que existam crimes desta natureza, reitero, ódio, incitamento ao ódio e à violência, assentes na questão da raça, da cor, da origem étnica, da nacionalidade, da religião, da orientação sexual, da identidade do género e da deficiência do ser humano.”
Luis Neves destacou: “Este fenómeno, quer na sua prevenção, quer na sua repressão, é um combate de todos, quer da sociedade civil, quer, sobretudo, das Forças de Segurança e da Polícia Judiciária”, concluiu o diretor da Judiciária.
Fator acrescido de preocupação: O facto de pessoas cada vez mais jovens estarem a ser recrutadas para organizações extremistas e violentas como esta. Foi especificado que há menores de idade entre os identificados neste grupo.
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