Uma vitória na conservação da natureza: os esforços de preservação da águia-imperial-ibérica estão a surtir efeito e a espécie Aquila adalberti já conta com agora 21 casais reprodutores no Alentejo, o território português para sul entre o rio Tejo e o Algarve.
E há mesmo três crias destas aves raras que cresceram e já fazem deslocações até ao Norte de África.
Também em Espanha estão a multiplicar-se casais reprodutores. Em 1980, esta espécie chegou a ser considerada extinta enquanto reprodutora.
Em Portugal, este resultado vitorioso na recuperação desta ave de rapina deve-se em grande parte a uma maior presença do coelho-bravo, presa da águia-imperial-ibérica.
Está a ser incentivada a proliferação do coelho-bravo, espécie abundante, em apoio à preservação da águia-imperial ibérica.
Esta Aquila adalberti é uma ave de grande porte, que apresenta um bico sólido e garras potentes. Nidifica em árvores de zonas específicas (com destaque em Portugal para o Alentejo) onde esta ave de rapina rara pode contar com áreas florestais “extensas e calmas”, próximas de áreas de cultivo de cereais – portanto, geograficamente estratégicas para a procura de alimento.
A espécie vive, em média, cerca de 16 anos.
A espécie deixou de nidificar em Portugal desde os anos 1980, chegando mesmo a ser considerada extinta como espécie reprodutora.
Há duas décadas, contudo, a presença de um casal Aquila adalberti com ninho foi verificada no Parque Natural do Tejo Internacional.
Em 2006, o mesmo aconteceu no Alentejo. São estes casais a base para o êxito na preservação da espécie. Já há neste momento centenas destas aves no território ibérico.
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