'Voltei para unir': conheça o novo presidente de Portugal, António José Seguro

Marcelo Rebelo de Sousa recebe António José Seguro

O presidente Marcelo Rebelo de Sousa recebe o seu substituto, o recém-eleito António José Seguro. Credit: JOSE SENA GOULAO/EPA

Após a derrota no traumático embate interno do PS contra António da Costa, o professor e empresário de Pemanacor passou 12 anos afastado da política. Discípulo do ex-primeiro-ministro e atual secretário-geral da ONU António Guterres, retorna agora no topo sob o discurso de que o diálogo é uma ferramenta fundamental.


Há seis meses, António José Seguro interrompeu 12 anos de vida como professor, e de empresário do turismo rural, criador de vinhos e azeites. Voltou à politica, ele que tinha sido deputado, ministro e líder do PS, para conseguir o triunfo em que poucos a principio acreditavam.

É presidente da República e, com 3,5 milhões de votos, o politico mais votado de sempre em Portugal.

Resumiu o seu regresso com uma mensagem simples e direta: “Voltei para unir”. É o trunfo dele.

Antonio José Seguro nasceu há 63 anos em Penamacor, uma das vilas mais pobres de Portugal, perto da fronteira. E foi aí que procurou refúgio quando deixou a política em 2014, depois de perder uma eleição primária aberta aos seus apoiantes contra António Costa, o atual Presidente do Conselho Europeu.

A batalha entre Seguro e Costa foi uma das mais àsperas do socialismo português. Abriu um abismo dentro do partido. Foi um processo muito difícil, e ele afastou-se voluntariamente, mesmo com o apoio de metade das federações regionais.

Seguro, que foi membro do Parlamento Europeu e ministro, pertencia à escola de pensamento de Guterres, o atual Secretário-Geral da ONU e antigo Primeiro-Ministro de Portugal. Alinhados com o centro-esquerda, tinham uma visão conciliatória da política.

Quando o país foi colocado sob intervenção internacional e Seguro liderava o partido, apoiou decisões drásticas do então primeiro-ministro conservador, Pedro Passos Coelho. Muitos socialistas ficaram furiosos com isso e, em privado, chamavam-lhe “Tozero” (um trocadilho com o seu pseudónimo, Tozé), enquanto ele se justificava dizendo que se sentia obrigado porque fora um primeiro-ministro socialista, José Sócrates, quem solicitara o resgate internacional e assinara o memorando com as exigências para a recuperação da economia.

Para ele, o diálogo é uma ferramenta fundamental na política, razão pela qual tem muitos amigos de outras forças políticas.

Nestes 12 anos de vida privada, lecionou na Universidade Autónoma de Lisboa e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, e criou várias empresas de turismo rural e de produção de vinho e azeite em Penamacor.

Agora está em estado de graça, no topo da política de Portugal.

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