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Volume de dinheiro enviado por imigrantes a países de origem sobe 94% em uma década

Trabalhadores imigrantes
Quase a metade do montante calculado pela ONU foi enviado para Índia, México, Filipinas, Egito e Paquistão. América Latina e o Caribe tiveram um crescimento acelerado: 132% mais envios em uma década, especialmente em Honduras, El Salvador e Nicarágua, onde esses recursos representam até 30% do PIB Nacional. Credit: EPA

Segundo a ONU, imigrantes enviaram cerca de US$ 728 bilhões para as famílias em países de renda baixa e média no ano passado. Na América Latina, o crescimento mais que dobrou, 132%. O Brasil também teve aumento expressivo, mas abaixo da média.


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By Radioagência Nacional

Presented by Fernando Vives

Source: SBS


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Segundo a ONU, imigrantes enviaram cerca de US$ 728 bilhões para as famílias em países de renda baixa e média no ano passado. Na América Latina, o crescimento mais que dobrou, 132%. O Brasil também teve aumento expressivo, mas abaixo da média.


Quase dobrou a quantidade de dinheiro enviada por trabalhadores imigrantes, em diferentes países, para suas próprias famílias ao longo de uma década. Os detalhes dessa mudança foram divulgados pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, agência da ONU.

Os imigrantes enviaram cerca de US$ 728 bilhões para as famílias em países de renda baixa e média no ano passado. Um aumento de 94% em dez anos. Esse grande aumento contrasta com o crescimento do número de imigrantes, 28% a mais no mesmo período.

Em todo o mundo, cerca de 220 milhões de pessoas – uma população maior à do Brasil – ajuda no sustento de mais de um bilhão de parentes. Em média, as transferências individuais variam entre US$ 300 e US$ 400, feitas de nove a dez vezes por ano.

Para se ter ideia, a quantidade de dinheiro enviado por imigrantes foi quatro vezes maior que o financiamento feito por governos de países ricos para apoiar o crescimento econômico das nações mais pobres.

Cerca de 75% dos recursos são para despesas imediatas, como alimentação e moradia. O restante, para saúde, estudos, poupança e abertura de pequenos negócios.

América Latina.

Quase a metade foi enviada para Índia, México, Filipinas, Egito e Paquistão. Mas a América Latina e o Caribe tiveram um crescimento acelerado: 132% mais envios em uma década. Especialmente em Honduras, El Salvador e Nicarágua, onde esses recursos representam até 30% do PIB Nacional.

Brasil.

No caso do Brasil, em 2025, o país recebeu remessas de US$ 4,7 bilhões, um crescimento de 74% em relação a 2016. Mas, ao contrário dos países da América Central, isso representa menos de 0,5% do PIB.

Só que a previsão mundial é aumentar. Até 2030, os países mais pobres receberão US$ 3,6 trilhões enviados por trabalhadores no exterior.

O relatório cita ainda o Pix, como exemplo de infraestrutura pública bem-sucedida nesse processo, já que a tecnologia encurta o caminho para o dinheiro chegar às mãos das famílias.

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