Uma brasileira está entre os oito
integrantes de um reality show australiano
exibido num formato diferente. São micro
episódios publicados diariamente nas redes
sociais. Na série Flex, os participantes
têm em comum a faixa etária dos 20 aos 30
anos e o lugar onde vivem, os arredores de
Bondi, a praia mais famosa de Sydney.
Todos eles praticam exercícios, se
preocupam com o corpo, a aparência e falam
de vida, trabalho e relacionamentos.
Maria Isabel Gelinski é a brasileira de 27
anos que participa da série. Ela vive na
Austrália há oito anos e conversa com a
gente agora pra contar como está sendo
essa experiência. Bel, muito obrigada por
ter aceitado conceder essa entrevista aqui
pra SBS em português. É um prazer falar
-com você.
-O prazer é todo meu. Eu fiquei muito feliz
de ser convidada, principalmente pela
comunidade brasileira, né, pra dar essa
entrevista em português e compartilhar um
pouco mais da minha história.
Vamo começar falando então do reality
show, da série. Como é que você ficou
sabendo de Flex e como foram os trâmites
pra você participar?
Na verdade, a ideia foi introduzida por
uma amiga minha. Uma das produtoras
contactou ela, só que pra ela não
funcionaria, então ela falou assim: "Eu
acho que eu tenho uma amiga que vai gostar
dessa ideia".
-Uhum.
-E acabou mandando meu contato pros
produtores. Eu tive uma entrevista,
compartilhei um pouco da minha história,
eles super se interessaram, eram muitas
coisas que encaixavam com o tema do
programa. Aí eu conheci os outros
produtores, o Ben, que tá fazendo o show,
produzindo o show, e a gente foi a partir
daí.
Você já tinha pensado em algum momento da
sua vida em participar de um reality show?
Nunca na minha vida eu imaginei que eu
faria parte de nada disso. Eu sou uma
pessoa que gosto muito de sair, conversar,
fazer amigos, mas tá num show assim é, é
bastante exposição, né? Você se coloca
numa vulnerabilidade e eu jamais pensei,
mas a oportunidade aconteceu e é muito
relacionado com o estilo de vida, com
exercícios, e eu falei: "Por que não?"
Como você descreve Flex? A gente recebeu
um release enviado pela produção da série,
um release preparado pra imprensa, e aí
eles definem a série como, abre aspas:
"Uma aula de como sobreviver nas áreas
mais ricas de Sydney, expondo a realidade
do fingir até conseguir de uma geração sob
pressão". E aí fala também que a série
revela a luta árdua, né, necessária pra se
manter atraente, relevante e no jogo.
-Você sente isso mesmo da série?
-Eu acredito que sim, essa foi uma
definição muito boa. Eles realmente querem
mostrar a realidade. Quando a gente olha
pra um lugar tão lindo como Bondi, a gente
só pensa na parte boa, né? A gente não vê
quanto que cê tem que trabalhar pra pagar
todo o teu custo de vida, o aluguel, as
longas horas de trabalho. Se você quer se
manter com um estilo de vida muito bom
quando está relacionado aos exercícios, o
quanto cedo que cê tem que levantar, o
quanto que cê tem que correr pra chegar
naquele corpo que te faz sentir bem. Então
eu acho que Flex veio pra realmente
mostrar todas
os struggles relacionados a realmente
manter esse estilo de vida em Bondi, que
pode muitas vezes-- é muito competitivo,
sabe? Então eu achei muito legal a ideia e
-por isso que eu resolvi participar.
-Como é que é a rotina de gravações? Vocês
têm uma frequência específica? Como é que
funciona isso?
As gravações, geralmente, a gente tem de
dois a três dias de filmagem na semana, e
agora a gente tá fazendo os diary cams
também,
é, pra deixar todo mundo atualizado, tudo
que tá acontecendo, ser mais rápido, a
gente conseguir conectar com o público
bastante também.
Como é isso pra você, né? Já que você é
uma pessoa que cê não tinha pensado ainda,
né, nunca em participar de um reality
show, estar na frente das câmeras falando
sobre você mesma, né, sendo você mesma.
Foi difícil no começo pra você se adaptar?
Agora você se sente mais à vontade? Tem
as pessoas ali também ao redor orientando
em algumas coisas? Como é que é isso?
Então, é engraçado porque eu tava tirando
sarro que pra mim é muito difícil de suar,
mas no primeiro dia eu estava com o meu
rosto encharcado de tão nervosa
realmente tudo era muito novo pra mim,
sabe? Tá na frente das câmeras, que é
intimidador, né, tá compartilhando tua
história já. Então pra mim no começo foi
muito difícil, porque eu tava tentando me
acostumar. Imagina, eu vim numa cidade
-pequena, nunca tive nada de televisão-
-Aham
...exposição, tá atrás da câmera. Então no
começo eu ficava muito nervosa e querendo
ou não, você quer compartilhar tua
história do jeito mais honesto possível-
-Uhum
-...mas você tá tão nervosa que cê não
-consegue nem pensar direito, sabe? Mas-
-É difícil ser natural, né? Quando você tá
-nervosa-
-É difícil ser natural
-...e tem uma câmera te filmando, né?
-Exato, mas o time da Flex, eles são
incríveis, todos os produtores, os
cameramen, eles são pessoas muito
queridas, sempre me deixaram muito
confortáveis, sempre me guiaram muito,
sabe? Porque eles têm muita experiência,
toda, toda a equipe tá trabalhando nessa
-área faz muito tempo-
-Uhum
...então eles sempre me deixaram muito
confortáveis e me ajudaram muito com isso.
E agora tô começando a melhorar, eu acho
[risos].
Pra mim, desde o início você me pareceu
bem natural, bem à vontade, né, falando de
você mesma, né? Até porque você, nas
primeiras publicações, primeiro, né, você
fala de como é ser uma brasileira,
inclusive eu queria que você falasse sobre
isso um pouquinho. O que você considera
que é ser uma brasileira? Quais são as
características? Isso você fala, né,
durante a série.
É muito engraçado. Meu Deus, a hora que eu
vi esse vídeo eu dei muita risada. Falei:
"ai, não acredito que eles tão começando
com isso".
Mas, é, ah, eu acho que na nossa cultura,
relacionando esse vídeo que você me
ensinou, a gente é muito caloroso, sabe? A
gente é muito-- todo mundo fala, tenho
vários amigos visitando o Brasil toda
hora, eles falam: "nossa, que país
incrível". A gente é muito amoroso, a
gente é muito amigável, a gente recepciona
as pessoas muito bem, a gente gosta de
mostrar afeto e eu sou muito orgulhosa
-dessas nossas características.
-Sim.
-Sabe? É-
-E de que forma isso, na série, isso
interfere na forma como você se relaciona
mesmo com os outros participantes da
-série?
-Então, eu fiquei muito lisonjeada quando
eles me convidaram pra participar do
programa que, na minha cabeça, achei que
seria só pessoas locais mesmo, né? Eu
achei que foi uma honra ser uma pessoa de
fora sendo convidada a mostrar um pouco
do, do estilo de vida em Bondi. Então,
realmente eu acho que meu relacionamento
com os outros participantes é muito
-baseado já na pessoa que eu sou-
-Uhum
...nas qualidades que eu tenho, e eu acho
que é muito sobre isso, de, de você
continuar sendo quem você é, e as amizades
vêm a partir disso.
Tem algum ou alguns participantes com quem
você se identifica mais? Quem são e por
-quê?
-Eu acho que a, a Willow é a participante
que eu mais me identifico, assim, sabe? Eu
acho que ela tem uma personalidade muito
forte, mas ela vai atrás do que ela quer,
do que ela gosta, sabe o que ela quer e
não aceita menos que isso. E eu acho ela
uma menina superquerida, supereducada. A
Berlin também a mesma coisa, ela
superdedicada assim, sabe? Mas eu gosto de
todos os participantes, nunca tive
problema com nenhum deles.
-Uhum.
-Mas realmente a gente sempre tem as
pessoas que a gente se identifica mais,
né?
É, exatamente. Aí você citou aí alguns
perfis, né, citou algumas participantes. É
interessante porque apesar de ter essas
coisas em comum, que eu já, já citei, né,
faixa etária, região em que vive, o estilo
de vida também, né, tem perfis
diferentes, né? Tem um profissional do
sexo, tem uma pessoa declaradamente não
monogâmica, tem uma pessoa que
recentemente, né, começou a falar sobre
transtorno dismórfico corporal, que afeta
a forma como a gente enxerga o próprio
corpo, entre outros. O que que você acha
dessa mistura de perfis? Você que fala,
né, sobre o fato de você ter saído de um
emprego estável e agora tá tentando, né,
viver da arte que você faz, né, tornar o,
o seu hobby um trabalho, enfim. O que que
cê acha dessa mistura e se isso te ensina
alguma coisa, né, traz alguma coisa no
-sentido de aprendizado pra você?
-Eu acho muito interessante ter
participantes com background muito
diferente, sabe? Tanto pra mim quanto pra
quem tá assistindo, e realmente mostrar
que mesmo a gente vem de lugares muito
diferentes, com histórias muito
diferentes, todo mundo tá tentando fazer
acontecer. E pra mim, eu acho incrível
essa ideia de você poder se relacionar,
conhecer, entender. Acho que essa é a
parte mais legal, assim, de se relacionar
com outras pessoas, escutar as histórias
deles, porque você realmente entende mais
porque as pessoas agem do jeito que elas
agem, por que que elas falam as coisas que
elas falam, sabe? Porque elas têm uma
história atrás daquilo. Então eu acho
muito interessante ter pessoas que vieram
de lugares diferentes, contando histórias
diferentes, fazendo parte do mesmo
programa com interesses em comum, né?
E essa história de você falar de você
nesse sentido, né, na questão de trabalho,
de ter que se virar, ter que se
sustentar, e aí você inclui essa história,
né, de você ter largado o emprego e agora
tá se dedicando, né, a se aperfeiçoar na
arte que você faz, né, naquelas telas que
você faz com texturas, com cores, enfim,
por que esse foco no seu caso? Isso é uma
coisa que tá muito presente nesse momento
-na sua vida, é isso?
-Eu acho que, é, com certeza, isso, eu acho
que isso sempre foi parte da minha
jornada aqui na Austrália. O primeiro
trabalho que eu tive foi um trabalho
assim: tá, eu preciso me sustentar, o que
que eu vou fazer agora? Comecei a
trabalhar numa loja, eu saí do direito, eu
fazia direito no Brasil, daí fui tentar
fazer medicina, voltei pra direito. Então
é uma coisa que eu ainda tô tentando
figure it out, sabe? Então é uma coisa
-muito-
-Se encontrar, digamos assim, né,
-profissionalmente.
-Se encontrar totalmente. Total. Ainda mais
quando você vem num país estrangeiro, tem
tantas outras coisas. Cê tá tentando se
encaixar, você tá tentando entender como
funciona a dinâmica aqui. A gente vem sem
amigos, vem sem família, então é muita
coisa acontecendo. Demorou vários anos pra
eu realmente saber onde eu ia morar. Eu
morei em Gold Coast por um ano, daí mudei
pra cá. Então teve muitas coisas pra eu
realmente me encontrar, né? Mas agora eu
acho que eu cheguei numa fase da minha
vida, depois-- eu já viajei muito, já
conheci muitos lugares e agora eu
realmente quero focar em ter alguma coisa,
fazer alguma coisa que eu sou apaixonada,
e isso é muito difícil, sabe? Você pode
ter um sonho e às vezes pode acontecer,
pode não acontecer, mas eu acho que é
interessante a gente mostrar o quão
difícil é fazer uma coisa que cê gosta e
-se encontrar realmente.
-E aí você fala disso pro público geral e
você tem colegas seus, digamos assim, de
show, que estão analisando essa sua
decisão, né? Porque tem esses vídeos
também das pessoas analisando os outros
participantes. Pra você, às vezes você
acha que é muita exposição ou você já
-aprendeu a lidar com isso?
-Não, eu, eu acho que eu tô tranquila com
isso agora. E de novo, assim, todo mundo
tá numa jornada diferente, sabe? Claro que
foi muito difícil, é muito difícil vocêTá
fazendo tudo isso, mas eu acho legal tá
mostrando tudo isso. No começo, não vou
mentir, foi muita exposição, mas eu acho
que agora eu tô mais tranquila e querendo
ou não, isso é uma forma, você estar atrás
das câmeras contando a tua história,
coloca mais pressão pra eu fazer as coisas
acontecerem, sabe? O que que vai vim
depois disso, sabe?
-Uhum.
-Então eu tô achando legal.
E você hoje já se vê e acha: "ah, tá tudo
bem, essa sou eu mesma", ou às, às vezes
você ainda acha estranho quando você se
vê?
Assistir os vídeos foi muito difícil no
começo. É muito estranho. Eu ficava com
muita vergonha, porque minha primeira vez,
né, fazendo alguma coisa nesse sentido.
Então quando saiu o primeiro episódio, eu
mandei pra minha família, eu falei: "meu
Deus, por favor, assista por mim primeiro"
[risos].
-Falei alguma bobagem, não sei.
-Cê tava com medo de assistir, é isso?
-[risos]
-Muito! Medo, vergonha, não sei. E é um
sentimento muito estranho, a primeira vez
que você se vê num vídeo, e quando
apareceu na televisão, alguém gravou um
vídeo e mandou pra mim, eu falei: "meu
Deus, eu não consigo assistir, eu tô com
muita vergonha!"
-E agora já tá um pouco melhor, então?
-Agora tá melhor, sim, mas você quer ser
muito honesto, natural, mas é, às vezes é
uma pergunta que você não pensa tanto, às
vezes você fala uma coisa, cê fala: "poxa,
podia ter dado uma resposta melhor",
sabe? Ainda mais quando tem muito, também
muitas pessoas comentando e julgando,
-sabe?
-Exatamente, né, que é o, justamente o caso
de um reality show. Quanto tempo ainda
deve durar a série? Eu vi que agora parece
que tão recrutando mais participantes. O
que que vem pela frente, que você pode
falar, né? Claro que tem muita coisa que
não pode divulgar, mas enfim.
O tempo de gravação, a gente vai ter que
assistir pelos vídeos.
-Uhum.
-Não posso dar muito spoiler.
-Tá.
-Mas sim, eles estão recrutando mais
participantes. Agora eu acho que todo
mundo já tem uma ideia melhor do que é a
Flex e o que eles querem mostrar. Então
agora é uma oportunidade ótima pra gente
recrutar mais participantes que querem
compartilhar um pouco mais da história
-deles também.
-E da sua história, por que que você veio
pra Austrália e o que que te fez querer
ficar aqui?
Como eu mencionei antes, eu comecei a
fazer Direito, parei, daí achei que meu
sonho era fazer Medicina. Aí voltei pro
Direito, daí foi quando minha mãe falou:
"Maria Isabel, o que você tá fazendo?
[risos] Você não faz ideia, faz?" Eu
estudei numa escola de inglês por muitos
anos, então eu já tinha uma, uma base
muito boa do inglês, e aí minha mãe me deu
a ideia de eu fazer um, um intercâmbio,
né? Então eu vim, eu fiquei numa homestay,
eu morei com uma família em Gold Coast, e
no começo, nossa, eu achei que eu sabia
falar inglês até eu chegar aqui. Foi muito
difícil, muito difícil. Ainda mais que eu
morava numa parte de Gold Coast que era
um inglês, assim, super raiz, mas foi uma
experiência incrível. Morei com dois
menininhos coreanos que também tavam
fazendo intercâmbio e eu amei, eu amava,
eu sempre gostei muito do mar, sempre fui
apaixonada por, por praia. Então quando eu
tive a oportunidade, né, de experienciar,
de viver numa cidade que tinha tantos
lugares lindos, eu me apaixonei demais. Eu
fiz um curso de inglês quando eu cheguei
também, pra continuar estudando, né, me
aperfeiçoando. A ideia era ficar seis
meses. Já tava tudo preparado pra eu
voltar um pouco antes do Natal, em
dezembro, eu acredito. E teve um dia que
eu liguei pra ela e falei assim: "mãe,
acho que não vai acontecer, acho que eu
não vou voltar embora mais".
-[risos] E ela?
-Eu não falei que eu não ia voltar embora
mais, eu falei: "vou ficar mais um pouco,
ficar mais um ano". Aí foi quando ela
bateu o pé, ela falou assim: "tá, minha
filha, então agora vamos começar a vida
adulta". Eu acho que foi quando ela
percebeu que realmente tinha um futuro pra
mim na Austrália, né? E acabou que eu fui
estendendo, estendendo e aqui estamos.
E agora você se sente em casa aqui já?
Você considera a Austrália a sua casa e
você se sente pertencente à cultura local
também?
é engraçado, porque quando eu vou viajar e
eu volto,
vindo do aeroporto pra minha casa, eu
tenho aquele sentimento assim: "nossa, que
-bom tá em casa de novo", sabe?
-Uhum.
Mas no dia a dia ainda tem muitas coisas,
e eu acho que isso é um sentimento que
nunca vai mudar, ainda tem aquele
sentimento assim, sabe,
que eu não fui pra escola aqui, eu não
tenho meus amigos de infância, eu não
tenho várias conexões que eu tenho no
Brasil, sabe? No sentido assim de, da
minha família tá por volta, daquele lugar
que eu costumava tomar um café com a minha
avó quando eu tinha 10 anos, sabe?
Aquele, aquele sentimento. Então eu acho
que eu sou apaixonada pela Austrália,
claro, moro aqui tantos anos que tem esse
sentimento que eu pertenço, que, e tudo,
mas eu acho que sempre tem aquele vazio
que nunca vai ser preenchido, porque
realmente não é onde eu cresci, né? Onde
eu tenho minhas memórias de infância, onde
eu tenho minha família, que eu acho que é
a parte mais importante, assim, e que é a
parte mais triste de morar fora, né?
-É.
-Você não ter tua família com você.
O que que você espera da sua participação
na série, que essa participação nessa
série te traga? Tem alguma expectativa,
alguma coisa específica que você espera,
-né, de tá participando da Flex?
-Eu acho que o objetivo principal é
realmente compartilhar um pouco da minha
história, especialmente como uma
imigrante. É, mostrar o estilo de vida pra
quem não está aqui e quer conhecer um
pouco mais de Bondi, de Sydney, das
dificuldades, das partes boas também,
porque esse lugar tem muitas coisas
lindas, né? Mas eu acho que esse é meu
objetivo principal, só compartilhar um
pouco da minha história.
E aqui você costuma frequentar bares,
restaurantes, eventos brasileiros, já que
cê falou, né, que sente falta do Brasil e
tá junto com a comunidade brasileira
-também? Como é que é essa sua relação?
-Então, eu tenho muitos amigos brasileiros,
amigos assim que também fazem muitos anos
que moram aqui, que também fizeram a
Austrália a casa deles. Então eu tenho
minha comunidade brasileira aqui sim. A
gente mata a saudade comendo brigadeiro,
comendo strogonoff, comendo a nossa pizza,
fazendo a nossa comida, fazendo nosso
churrasco. Eu tenho a minha porção
-brasileira aqui também.
-Maria Isabel, muito obrigada pela sua
participação. Foi um prazer conversar com
você e que seja ótima essa participação aí
na Flex. A gente vai continuar te
acompanhando, é @flex_the, T-H-E,
-_series.
-Mariana, muito obrigada pela oportunidade.
Obrigada por me deixar conversar ainda
mais sobre a minha história. E pra galera
também, me siga no Instagram,
@belgilinski, que eu vou tá postando mais
vídeos e mais fotos e compartilhando tudo
com vocês. Obrigada, viu?
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