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Crime político em Maputo agrava a tensão na espera de resultados eleitorais em Moçambique

Mozambique Protests

A polícia moçambicana é mobilizada nas ruas de Maputo, durante um protesto nacional após uma eleição de 9 de outubro. Source: AP / Carlos Uqueio/AP

Há grande preocupação nas lideranças políticas portuguesas pela instabilidade pós-eleições de 9 de outubro em Moçambique. A grande novidade destas eleições foi o aparecimento de um candidato de oposição, Venâncio Mondlane que está a abalar o sistema político até aqui sempre dominado pela Frelimo. O movimento Podemos, que representa essa alternativa à Frelimo, reivindica que só a fraude lhe pode roubar a vitória nessas eleições.


Passaram quase duas semanas e ainda não há resultados, a tensão cresce, sendo que há convicção entre observadores em Maputo de que vai ser proclamada nova vitória da Frelimo.

Antecipa-se que o anúncio oficial dos resultados vai gerar muita contestação, mas antes disso, duas mortes, que estão a ser classificadas de crime político, agravam a tensão.

Elvino Dias, conselheiro jurídico do candidato presidencial Venâncio Mondlane, e Paulo Guambe, mandatário do partido Podemos, foram alvejados na Avenida Joaquim Chissano, no centro de Maputo, no curso de uma emboscada por homens armados à viatura em que ambos seguiam por volta das 11 da noite da passada sexta-feira.

Na sequência do duplo homicídio, Venâncio Mondlane, candidato do principal movimento de oposição à Frelimo, partido no poder em Moçambique desde a independência, vai para meio século, apelou de imediato à realização de marchas pacíficas de repúdio.

A polícia reprimiu com gás lacrimogénio a manifestação encabeçada pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane. A tensão ficou ainda maior.

Já o candidato presidencial Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, partido no poder, pediu uma "investigação célere e imparcial” e classificou o duplo homicídio como “afronta à democracia”. O Governo de Moçambique pede calma e promete celeridade no esclarecimento do caso.

Este é um crime “contra o país inteiro, contra a nação inteira, contra Moçambique”, nas palavras do escritor Mia Couto. Lembrando que, dos 50 anos de independência de Moçambique, “mais de metade foi passada em guerras e conflitos”. Este escritor moçambicano lembra que “o país fica completamente inviável” e que, “seja quem for que vá governar a seguir, vai governar ruínas, humanas e físicas”.

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