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Jovem portuguesa vai rodar a Austrália sozinha e de moto em 30 dias

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Diana Cerejo tem 28 anos e está dando uma volta completa na Austrália de moto. Credit: Diana Cerejo / arquivo pessoal

Viajar sozinho já é um desafio. Dar a volta na Austrália de moto em apenas 30 dias é uma aventura para poucos. Aos 28 anos vinda do Algarve em Portugal, Diana está transformando um sonho sobre duas rodas em uma jornada de mais de 26 mil quilômetros pelos cenários mais remotos do país, saindo de Port Douglas em Queensland.


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By Marinna Protasiewytch

Source: SBS


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Viajar sozinho já é um desafio. Dar a volta na Austrália de moto em apenas 30 dias é uma aventura para poucos. Aos 28 anos vinda do Algarve em Portugal, Diana está transformando um sonho sobre duas rodas em uma jornada de mais de 26 mil quilômetros pelos cenários mais remotos do país, saindo de Port Douglas em Queensland.


Destaques

  • Diana vai percorrer quase 30 mil km em 30 dias
  • A jovem portuguesa está pilotando sozinha dando uma volta completa na Austrália
  • A viagem começou 1 de setembro de deve terminar em 30 de setembro em Port Douglas, Queensland

Com apenas 4 anos de carteira de moto, a jovem portuguesa Diana Cerejo de 28 anos resolveu embarcar em uma viagem solo pela Austrália com sua moto Harley Davidson.

Recém chegada ao país, ela conta que fecharia um ano em Down Under em outubro e por questões relacionadas a seu visto, pensou que não conseguiria permanecer por mais tempo. Foi assim que surgiu a ideia de montar um roteiro e rodar os quatro cantos da Austrália em 30 dias.

"O ano passado vim para Austrália, vim só para experimentar e ver como é que era a nível de trabalho e explorar um bocadinho. Não tinha pensado em comprar mota. Pensei, pronto, vou ficar 1 ano sem mota, não tem problema. Mas passado 2 meses não consegui, comprei a mota, a Darling, que tenho agora", explica.

"Tentei aplicar para o segundo visto em Porto Douglas e recebi um não. Então, pensei, pois já não tenho tanto tempo para viajar pela Austrália. Entretanto, insisti e consegui o trabalho em Porto Douglas, mas já tinha criado o desafio de 30 dias à volta a Austrália. Então, comecei a trabalhar sobre isso, pesquisar ver se era possível arranjar a forma", disse.

Com o objetivo em mente, Diana começou a se planejar e contou com apoio de entusiastas e apoiadores para montar um mapa e traçar uma rota segura.

Comecei a preparar já faz meses. Conheci um casal que viajou também pela Austrália em caravana e eles criaram um mapa para mim
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Diana e Bob, amigo que deu um mapa, ajudou a planejar as rotas e paradas da viagem. Credit: Diana Cerejo / arquivo pessoal

"Então, eles fizeram as distâncias todas que eu tinha que fazer, falei com eles e disse que queria fazer em 30 dias. Ele também conduziu uma Harley antes e ficou super entusiasmado com a minha história e ajudou-me nesse sentido. Depois comecei a trabalhar no mapa e começar a colocar em papel, ver as quantas horas que tinha que conduzir por dia, onde tinha que parar, onde tinha que dormir".

Ao contar sua história para a SBS em português, Diana já havia percorrido mais de 10.000 km e parado em 18 cidades pela Austrália, começando pela região norte do país. A jovem conta o que coube na mala.

Tenda ocupa já algum espaço, mas é muito boa. Bolsa de gasolina de 10 L, super importante, salvou-me quatro vezes. Esta viagem levo uma mala com roupa, não muita, só camisas, também preparar para o frio e para o calor

Saindo de Port Douglas em Queensland, a motociclista relembra que os dois primeiros dias foram desafiadores e que quase desistiu depois de duas quedas, uma estrada de chão e um machucado na mão.

"Primeiro sítio onde parei foi o Ganden. Primeiro dia já fiz mal porque fui para uma estrada onde não devia e fui em off-road. Comecei já a viagem com uma queda na areia completamente sozinha. Já fiquei a pensar, se calhar não vou conseguir fazer esta viagem, porque essas estradas vão continuar assim, não vou conseguir, porque a minha a minha mota é de estrada, não é off-road".

"Vamos seguir para o segundo destino que era Mount Isa. Vou até o centro com a mota vazia, vou ir buscar comida e beber um copo de vinho. Vou para o estacionamento, um carro à minha frente trava e eu travo. Cai novamente, esmaguei o meu dedo, já tava a pensar que tinha partido o dedo., já ia pensar, não, o segundo dia de seguida a cair, esta viagem não dá para mim", relembrou.

Durante o percurso, alguns sustos com animais na pista, como cangurus, vacas e pássaros, como falcões e corvos. Apesar disso, nenhum atropelamento ou incidente na pista ocorreu.

Para ela, o principal medo que enfrentou foi o de interagir com algumas pessoas. E uma situação que passou enquanto acampava em uma região remota.

"Acho que uma pessoa quando sente que tá em perigo, sente a energia. Passei por entradas horríveis que eu pensava nem um trator aqui passa, porque tá cheio de buracos. Mas uma das situações que me deu medo foi, há duas noites que tava a acampar numa zona erma. Senti alguém a passar pela minha tenda, ouvir barulhos, passos, vi luzes e alguém a mexer a minha tenda. Não saí da tenda, fiquei super silêncio a pensar 'pode ser que ele se vá embora'. Fiquei um bocadinho assustada", pontua.

Com uma rotina intensa, ela tem percorrido uma média de 500 a 600 km por dia.

Apesar de estar fazendo um roteiro em grande parte sozinha, ao longo da viagem, Diana encontrou apoio de desconhecidos que passaram a acompanhar sua aventura pelas redes sociais. Alguns motociclistas a receberam em casa. Outros ajudaram e apoiaram durante o percurso. Segundo a portuguesa, toda essa viagem a fez olhar a Austrália com outros olhos.

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Diana e amigos que fez durante o percurso de moto pela Austrália. Credit: Diana Cerejo / arquivo pessoal

"Partilhei a minha história num num grupo Facebook. Muitas pessoas sentiram entusiasmadas, motivadas pela história e contactaram para ficar na casa deles,contar as aventuras e se precisasse alguma coisa também. comunidade de mota é muito boa."

A minha visão sobre a Austrália mudou completamente

A expectativa de que Diana chegue a Port Douglas novamente no dia 30 de setembro.

A viagem toda tem sido compartilhada pelas redes sociais com fotos, vídeo e muitos quilômetros rodados.


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