O National Debrief Survey, publicado pela Universidade de New South Wales, analisou o nível de informação, atitudes e práticas relacionadas à saúde sexual de jovens australianos em todo o país.
A pesquisa descobriu que a maioria dos jovens - 69% - não usou camisinha ao fazer sexo com parceiros regulares, e 24% não usou preservativos durante sexo casual com parceiros temporários.
O doutor Philippe Adam, do Centro de Pesquisa Social em Saúde da UNSW e principal autor do estudo, diz que enquanto os jovens e estudantes são geralmente alvos de campanhas de saúde sexual, os resultados mostram que eles não consideram as campanhas relevantes.
"Apenas uma minoria de jovens - 40% - acredita que exames para deteção de doenças sexualmente transmissíveis são importantes", disse Adam.
Ele disse que os jovens, principalmente do sexo masculino e heterossexuais, precisam estar mais envolvidos na criação de campanhas de saúde sexual.
Entre os participantes sexualmente ativos, 63% das mulheres e 51% dos homens disseram que fazem exames para detectar DSTs.
Os entrevistados que se identificaram como LGBTQ+ relataram fazer exames com frequência; 48% fizeram exames para DST nos últimos 12 meses, em comparação com 31% dos entrevistados heterossexuais.
"A principal razão pela qual os jovens do sexo masculino não estão fazendo exames de saúde sexual é porque as ‘normas sociais’ não permitem ", disse Adams.
"Nem todos os jovens esperam que seus parceiros usem camisinha durante o sexo," disse Adams.
Os pesquisadores também perguntaram sobre as possíveis barreiras para fazer o exame de DST e acesso aos preservativos. Eles descobriram que 26% das pessoas não sabem onde obter um teste de DST e 16,9% disseram que o exame é caro.
A pesquisa revelou que quase todos os participantes sabiam onde achar ou comprar camisinhas, mas que a maioria das mulheres e dos grupos mais jovens de entrevistados, achavam que os preservativos eram muito caros.

O Instituto Kirby, que publica dados sobre as taxas de DSTs a cada ano, descobriu que houve um aumento de 13% nos diagnósticos de clamídia em 2017.
Três quartos desses diagnósticos foram vistos em jovens de 15 a 29 anos de idade.
De acordo com a pesquisa, os entrevistados são informados e sabem do aumento das DSTs na Austrália. Apesar de reconhecerem esse aumento, apenas 58% dos jovens já fizeram o teste para DSTs ou HIV.
"Geralmente pensamos que as pessoas não usam preservativos, ou não testam, porque não sabem que a taxa de DSTs é tão alta. Mas esse não é o caso", disse Adam.
Os jovens com um elevado número de parceiros sexuais eram os menos propensos a usar preservativos durante o sexo.
Cerca de dois terços - 66% - dos jovens que tiveram cinco ou mais parceiros ocasionais no último ano não usaram preservativo.
"Portanto, há um aumento no risco sexual entre os jovens e isso se traduz no aumento das notificações de IST na população jovem", disse Adam.
“Um grupo prioritário que precisa ser convencido a fazer exames com regularidade é o de homens jovens heterossexuais com um grande número de parceiros sexuais. Eles mostraram que fazem menos exames que jovens do grupo LGBTQI + que possuem números semelhantes de parceiros sexuais ”, disse o doutor Phillipe Adam.








