Líderes de mais de 20 religiões participaram de uma vigília no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, em protesto contra o aumento dos casos de feminicídio no Brasil. O ato foi ocorreu após grande repercussão às críticas da pastora Helena Raquel ao silêncio de igrejas diante da violência doméstica.
Líderes religiosos de diferentes crenças participaram esta semana de uma vigília contra o feminicídio aos pés do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
O encontro reuniu representantes católicos, evangélicos, judeus, muçulmanos e de religiões afro-brasileiras em solidariedade às vítimas de violência doméstica.
O ato ganhou occore após a pastora Helena Raquel viralizar nas redes sociais ao criticar o silêncio dentro das igrejas diante de casos de agressão contra mulheres. Ela também incentivou vítimas a denunciarem abusos e procurarem apoio.

Durante a cerimónia, o Cristo Redentor foi iluminado em lilás, cor associada à luta pelos direitos das mulheres e ao combate à violência de género.
A vigília acontece num momento em que o Brasil enfrenta os piores índices de violência contra mulheres da última década. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, aumento de 4,7% em relação ao ano anterior.
Os organizadores pediram que comunidades religiosas assumam um papel mais ativo na proteção de mulheres e no acolhimento de vítimas de violência doméstica.
Mulheres que participaram do evento disseram à agência Reuters que o debate precisa avançar dentro das instituições religiosas para ajudar a romper ciclos de violência e silêncio.
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