O Presidente da República portuguesa considera José Mattoso, que morreu este sábado 8 dejulho, aos 90 anos, “um dos maiores historiadores” portugueses. O primeiro-ministro António Costa chama-lhe “referência maior da cultura”. O presidente do parlamento português, Augusto Santos Silva lamenta a “enorme perda para a ciência e cultura portuguesas”. O Ministério da Ciência presta “perene admiração” pelo seu “compromisso ético inabalável com o pensamento e a cidadania”.
O professor José Mattoso escolheu a vida monástica, viveu 90 anos, é o maior dos medievalistas portugueses, professor e diretor do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
Viveu em reflexão em Timor, onde trabalhou numa das suas áreas de eleição, os arquivos, ajudando na recuperação de documentação do país até 2005.
Nasceu em Leiria, em 1933. Sofria há vários anos da doença de Parkinson, pelo que estava retirado.
Tal como escreve o historiador e deputado, Mattoso Jé o homem que deu tempo ao tempoA sua História de Portugal em oito volumes, é uma obra à qual podemos voltar não só para ler José Mattoso como para ver a herança que dele ficou nos tantos historiadores e historiadoras que ele chamou para consigo colaborarem e assim se tornarem mais conhecidos do grande público.
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