O início da trajetória de Caio Santos Neto, de 34 anos, na Austrália é um tanto comum: primeiro, veio de lua-de-mel com a parceira Maíra. O casal alugou um trailer e viajou toda a costa leste. Gostaram tanto da experiência que decidiram voltar um ano depois, para estudar.

Caio cursou Ciências Biológicas na Unifesp e mestrado no Museu de Zoologia da USP, e tinha um emprego concursado como analista ambiental em Ilhabela, no litoral paulista. Então a ideia não era ficar para valer. Mas é o que tem acontecido.
Depois de um curso de manejo de conservação de terras no TAFE e trabalho com jardinagem, ele foi pulando de galho em galho em trabalhos voluntários, até cair no galho dos coalas.

Atualmente, faz doutorado na Universidade de Sunshine Coast, onde estuda a movimentação em ambiente urbano dos coalas, cuja população está em rápido declínio e ameaçada de extinção. Uma das ferramentas para encontrar os animais são cachorros treinados para encontrar fezes do marsupial. Com os dados da pesquisa da universidade, o council local pode implementar melhorias para ajudar os animais.
Nesta conversa com a SBS em português, Caio Santos Neto fala sobre sua trajetória, sua pesquisa e explica como a população de coalas despencou em poucas décadas.
Ele também dá sugestões a quem sonha em trabalhar com bichos na Austrália, mesmo que não tenha diploma na área.
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