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O que podem fazer os 73 atletas portugueses que estão nos Jogos Olímpicos?

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Os judocas portugueses

Dois nomes com mais aspirações às medalhas: o português nascido em Cuba Pedro Pablo Pichardo no triplo salto e o português de terras do Minho, Fernando Pimenta, na canoagem.


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By Francisco Sena Santos

Source: SBS



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Dois nomes com mais aspirações às medalhas: o português nascido em Cuba Pedro Pablo Pichardo no triplo salto e o português de terras do Minho, Fernando Pimenta, na canoagem.


Há duas novas expetativas: Filipa Martins na ginástica e Diogo Ribeiro na natação/mariposa. Talvez uma terceira: Vanessa Marina, no breaking.

Expectativa de confirmação de Jorge Fonseca no judo - também várias hipóteses no ciclismo (em especial Iúri Leitão) e no triatlo.

Há três anos, em Tóquio, Portugal teve a sua melhor participação de sempre, um total de quatro medalhas, o ouro de Pedro Pablo Pichardo no triplo, a prata de Patrícia Mamona também no triplo e os bronzes de Jorge Fonseca (judo) e Fernando Pimenta (canoagem). Entre os 73 atletas portugueses que estão a competir em Paris (e que também estão por Marselha, no caso da vela, e pelo Taiti, no surf) em 15 modalidades diferentes, parece haver meios humanos para alguma aproximação a estes resultados, até porque, dos medalhados de Tóquio, regressam três – Pichardo, Fonseca e Pimenta. Portugal também tem esperanças no ciclismo de pista, na natação com Diogo Ribeiro nos 50 e nos 100 metros mariposa, e no triatlo.

Vamos a uma ronda por modalidades.

No Atletismo, que junta a equipa mais numerosa da comitiva (22 atletas entre os 73), há um candidato óbvio à medalha de ouro, Pedro Pablo Pichardo, campeão olímpico há três anos em Tóquio no triplo. Mas, desta vez, não estará a saltar sozinho e o seu melhor pode não chegar para o ouro – nos Europeus de Roma fez 18,04m, mas esta marca só chegou para a prata, atrás dos 18,18m de outro ex-cubano, Jordan Díaz, que compete por Espanha.

Não estando Patrícia Mamona, prata em Tóquio, há outra saltadora que pode surpreender, a jovem estreante Agate de Sousa no comprimento – já saltou acima dos sete metros e foi bronze nos Europeus de Roma. Destaque ainda paraIrina Rodrigues e Liliana Cá (disco), Isaac Nader (1500m), Tiago Pereira (triplo) e Pedro Buaró (vara) como candidatos a finalistas.

No Breaking – e é bem provável que esta estreia do breaking em Jogos Olímpicos seja um evento único – é garantido que não estará em Los Angeles 2028, veremos o que acontece em Brisbane 2032.

A portuguesa Vanessa Marina tem cartaz e arte, pode surpreender na final de breaking.

Atenção à Canoagem: A equipa portuguesa não é tão numerosa como a de Jogos anteriores, mas há aqui duas reais possibilidades de medalhas nas águas do Sena, com dois barcos que são campeões do mundo nas distâncias olímpicas, o K1 de Fernando Pimenta (em 1000m) e o K2 de João Ribeiro e Messias Baptista (em 500m).

No Ciclismo, Nelson Oliveira, depois da grande rodagem no Tour de France já garantiu um diploma olímpico ao classificar-se num bom 7ºlugar no contra-relógio.

Iúri Leitão, campeão mundial do omnium (um combinado de quatro provas) em 2023, é um candidato ao título naquela que será a sua estreia olímpica. Também irá fazer dupla com Rui Oliveira no Madison e não é de descartar uma posição de topo, tal como para Maria Martins, que estará no omnium feminino pela segunda vez – foi 7.ª em Tóquio.

Na competição Equestre, já está instalada a deceção portuguesa, após um histórico com glórias antigas: há 100 anos, nos Jogos de Paris 1924, a primeira medalha olímpica de Portugal foi no desporto equestre, um bronze na prova de saltos por equipas – e foi também no equestre que conquistou a terceira (Berlim 1936) e a quinta (Londres 1948).

Em Paris, 2024, azar para a maior esperança portuguesa: Manuel Grave caiu e fraturou a clavícula.

Na Ginástica, Filipa Martins é um caso quase único no desporto português, ao conseguir manter-se a um bom nível numa modalidade em que é muito fácil passar despercebida. E a prova disso é que estará nos seus terceiros Jogos Olímpicos consecutivos, sempre a manter a ginástica artística portuguesa no mapa internacional.

Nos trampolins, modalidade em que Portugal trabalha bem,Gabriel Albuquerque é o mais novo da comitiva (18 anos) e não faz as coisas por menos: quer ser campeão olímpico. Confiança não lhe falta.

No Judô, não há Telma Monteiro, que não esteve longe dos seus sextos Jogos Olímpicos. Mas apareceu muita gente com andamento para ir ao pódio no judo olímpico.

É o caso de Jorge Fonseca em -100kg, ele que foi bronze há 4 anos e, logo na altura, disse que foi feito para o ouro e que estava desejoso de fazer a sua dança em Paris.

Já estão com frustração a luso-brasileira Bárbara Timo (-63kg) e João Fernando(-81kg), eliminados.

Patrícia Sampaio continua a ser esperança portuguesa, com aspirações legitimas – ela e Jorge Fonseca estão em prova nesta quinta-feira

Na Natação, na tradição, a natação portuguesa contentava-se com recordes nacionais e alguma meia-final olímpica, sempre com a final de Yokochi em 1984 como uma meta impossível de repetir, mas, em Paris, o patamar das expectativas é outro.

Diogo Ribeiro foi bicampeão mundial em Doha (50m e 100m mariposa), mas dificilmente conseguirá repetir o feito em Paris, até por a distância mais curta não estar no programa olímpico. Mas estar numa final é mais do que possível, é provável.

Há que contar também com Angélica André, na prova de Águas abertas, nas águas do rio Sena.

Skate, Gustavo Ribeiro chegou a Paris com grandes esperanças, mas sai frustrado, eliminado na primeira seleção..

No Tiro com Armas de Caça, Maria Inês Barros, estudante de veterinária de Penafiel está em prova, com aspirações a um diploma olímpico.

No Triatlo, Portugal está em Paris com quatro atletas, dois homens (Ricardo Batista e Vasco Vilaça) e duas mulheres (Melanie Santos e Maria Tomé), que vão competir individualmente e na estafeta mista. Na prova individual, quem terá mais aspirações é Vilaça, 4.º no Mundial de 2023 e com a mesma posição no ranking olímpico.

Na Vela, a presença portuguesa resume-se desta vez a 4 velejadores em três barcos com expetativas diferentes: Carolina João e Diogo Costa,juntos em 470, têm condições de chegar à medal race (oito primeiros) e, estando lá, tudo pode acontecer; Eduardo Marques, em ILCA 7, terá como objectivo um top-16, tal como Mafalda Pires de Lima na estreia do kite como classe olímpica.

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