Mas para além das diferentes maneiras e formas que as pessoas escolhem para descrever o 26 de janeiro, o cerne da questão é o conceito de soberania dos povos Aborígenes e das Ilhas do Estreito de Torres.
A soberania significa a jurisdição inerente dos indígenas australianos sobre suas terras, educação, leis, políticas e saúde, antes da chegada europeia e que nunca foi cedida.
Há um consenso amplo sobre o conceito de soberania e direitos dos povos Aborígenes e das ilhas do Estreito de Torres. No entanto, entre os próprios grupos indígenas, existem diferentes visões sobre como a soberania é reconhecida.

Este é o ponto de partida do debate público da Austrália sobre ‘Reconhecimento, Tratado, Voz e Verdade’.
Essas visões diversas moldaram os modelos de reconhecimento indígena que a Austrália está nesse momento discutindo. Uma das formas propostas de reconhecimento é mudar a Constituição da Austrália para reconhecer os povos indígenas.
Um dos modelos mais conhecidos na vanguarda dessas discussões é a “Declaração Uluru do Coração”, descrita como o resumo de 13 encontros – também chamados de diálogos – realizados em todo o país com representantes das comunidades Aborígene e das Ilhas do Estreito de Torres.

Dean Parkin, diretor de Declaração Uluru do Coração, uma campanha de conscientização pública, diz que sua organização está trabalhando para conseguir maior apoio público para que os Aborígenes tenham uma voz no parlamento.
"Nosso mandato é 100 por cento pela Declaração de Uluru. Expressar a verdade do tratado, que faz parte de nossa agenda. Queremos uma voz no parlamento que seja representativa dos povos Aborígenes e das ilhas do Estreito de Torres e fale com os parlamento, fale sobre a democracia australiana e tem a proteção da constituição australiana, que não possa ser simplesmente dissolvida como outras entidades fizeram no passado."
Siga a SBS Portuguese no Facebook, Twitter e Instagram e ouça os nossos podcasts













