Os dois países e outros 13 mais subscrevem a declaração que aponta o reconhecimento da Palestina como “passo essencial”, e que avançam para a formalização desse reconhecimento já daqui a um mês, no decurso da Assembleia Geral da ONU.
Os partidos centrais em Portugal, PSD e PS, os únicos que têm liderado governos portugueses desde a instauração da democracia em Portugal, convergem com o governo australiano e há elogios à declaração do primeiro-ministro Albanese, designadamente a declaração de que que a sua decisão se baseia no "desrespeito de Netanyahu pelos apelos da comunidade internacional", e que o Governo israelita "está a extinguir a perspetiva de uma solução de dois Estados ao expandir rapidamente os colonatos ilegais, ameaçar anexar os territórios palestinianos ocupados e opor-se explicitamente a qualquer Estado palestiniano".
Também total convergência com a declaração de Albanese de que o Hamas, a milícia que governa a Faixa de Gaza e considerado um grupo terrorista, "não pode ter qualquer papel num Estado palestiniano" e que "deve libertar imediatamente, incondicionalmente e com dignidade os reféns cruelmente capturados a 7 de outubro de 2023".
Como analisou um experiente diplomata português, ex-governante, “o chefe do governo da Austrália enunciou o que os lideres das democracias europeias vão dizer daqui a um mês quando discursarem perante a Assembleia Geral da ONU”.
Volto ainda à reunião promovida pela França de ministros dos Negócios Estrangeiros de 15 países, incluindo Portugal e Austrália, em que aprovaram uma declaração em que afirmam que o reconhecimento do Estado da Palestina é “um passo essencial para a solução dos dois Estados”. A conclusão faz parte da declaração conjunta, divulgada pela diplomacia francesa, sobre o encontro de alto nível sobre a solução dos dois Estados que aconteceu há uma semana na sede das Nações Unidas, em Nova York.
Na reunião de alto nível sobre a solução dos dois Estados, na sede das Nações Unidas, o ministro português dos Estrangeiros, Paulo Rangel, fez questão de começar com um apelo: “A guerra tem de acabar, a crise humanitária e a fome devem acabar, este ciclo de violência e destruição tem de parar.” Concretizou depois: “Estamos num ponto de viragem”. Essa viragem passa pelo reconhecimento do Estado da Palestina, mesmo que ainda sem poder dispor da devida soberania.
A declaração conjunta é assinada pelos chefes da diplomacia de Andorra, Austrália, Canadá, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Luxemburgo, Malta, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, São Marino, Eslovénia e Espanha.
Entre os 193 países com assento na ONU, 147 já reconheceram o Estado da Palestina. Em setembro passarão a ser, pelo menos, mais de 160, provavelmente 170.
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