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Portugal em canícula com fogo do Alto Minho ao Alentejo

Forest fire in Portuguese municipality of Penamacor

Bombeiros tentam apartar o fogo em Bemposta, Penamacor: O terreno escarpado e o muito intenso fumo negro, em muitos casos, está a impedir a ação preciosa de meios aéreos em diversos pontos de Portugal. Credit: MIGUEL PEREIRA DA SILVA/EPA

Em aldeias, vilas e até cidades, também em tanto campo e tanta floresta é muita a angústia e o desespero de quem tenta evitar a desgraça com o fogo.


Published

By Francisco Sena Santos

Source: SBS


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Em aldeias, vilas e até cidades, também em tanto campo e tanta floresta é muita a angústia e o desespero de quem tenta evitar a desgraça com o fogo.


Este final de julho está de inferno com o fogo em Portugal.

Desde sábado 26, a canícula com calor que assa várias vezes os 40ºC um calor que pouco abranda durante a madrugada, a que se juntam ventos intensos, faz com que a imagem satélite do território português esteja salpicado pelo fogo.

E no chão, em aldeias, vilas e até cidades, também em tanto campo e tanta floresta é muita a angústia e o desespero de quem tenta evitar a desgraça com o fogo.

Nos dois primeiros dias desta semana, segunda e terça, levantaram-se em Portugal 250 focos de incêndio.

Ao cair da noite desta terça, 29 de julho, Portugal estava a combater 61 incêndios, dos quais 17 de grande intensidade e alto potencial de ameaça a zonas urbanas.

Os focos de fogo, cada um com várias frentes espalham-se do Alto Minho no norte mais a norte de Portugal ao Alentejo – apenas escapa o Algarve agora repleto de veraneantes nas praias.

À entrada nesta quarta-feira há 4 mil operacionais, bombeiros, guardas, militares e técnicos florestais, mais dezenas de milhar de cidadãos que têm o fogo à porta, a combater as chamas.

É um combate desesperante porque o fogo, puxado pelo vento, alimenta mais fogo.

Em alguns casos, a progressão das chamas ultrapassa em área ardida os 200 hectares – 200 campos de futebol – por hora.

Há fogo num santuário da natureza como é o Parque Natural da Peneda Gerês – envolve aldeias históricas como o Lindoso e a Ermida.

Também crítico o incêndio em até agora mais de 3 mil hectares da serra da Freita, apanha os municípios de Arouca, Castelo de Paiva e Cinfães. É uma vasta área escarpada no Douro Sul, a escassos 50 kms da cidade do Porto.

Também feroz o fogo na Beira Baixa, Penamacor e Idanha.

No Alentejo, em Nisa, no Ribatejo, em Alcanede, Santarém, mais para norte, em Gondomar e em Ponte de Lima.

Está a ser difícil para os bombeiros, tanto em Arouca como no Gerês, não apenas apagar o fogo como até limitar o perímetro da expansão das chamas.

O terreno escarpado e o muito intenso fumo negro, em muitos casos, está a impedir a ação preciosa de meios aéreos.

Há notícia de 20 pessoas feridas, muito campo agricola perdido, muita devastação em alguma pecuária, não se sabe ainda quantas casas perdidas.

Para os bombeiros, depois da tragédia de 2017 quando o fogo matou 104 pessoas, a prioridade absoluta é salvar vidas humanas. Estão a conseguir.

Mas o desgaste está a ser tremendo e a canicula está para continuar.

Para ouvir, clique no 'play' desta página.

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