Portugal: ruiu parte do pavimento da autoestrada A1 junto ao Rio Mondego

Portugal on high alert as storms cause more damage

Área inundada após o rompimento de um dique em Coimbra. Dezesseis pessoas morreram em Portugal após a passagem das tempestades Kristin, Leonardo e Marta, que também deixaram centenas de feridos e desabrigados. Credit: MIGUEL A. LOPES/EPA

Portugal continua em estado de emergência por causa das chuvas, parte do viaduto da principal estrada do país, ruiu.


A A1 é a principal estrada de Portugal.

É a auto-estrada que liga ao longo de 330kms as duas principais cidades do país, Lisboa e Porto e vice-versa. É a ligação próxima do litoral entre o norte e o sul de Portugal.

A auto-estrada A1 é utilizada diariamente pelos condutores de 60 mil automóveis e uns 30 mil caminhões.

A viagem de automóvel entre Lisboa e Porto demora em média 2 horas e meia. Nas próximas semanas vai demorar mais 30 a 60 minutos.

Porque no viaduto da A1 sobre o rio Mondego, junto a Coimbra, abriu-se às 11 da noite da última quarta-feira uma brecha com 20 metros de largura e 15 de comprimento.

É uma consequência do fortíssima torrente, com pujança arrazadora do rio Mondego.

O rio, ao longo dos 40 kms entre Coimbra eo Atlântico, na Figueira da Foz corre encanado dentro de diques destinados a proteger quem vive em aldeias e vilas próximo das margens.

Ora, a corrente do rio tem estado tão forte que rebentou uma parte de um dique , precisamente um dique junto a um dos pilares de assentamento do viaduto da A1. A corrente expandiu-se com a força de uma bomba de água.

Começou a causar erosão de um pilar do viaduto, Tudo começou às 4 da tarde. As autoridades de proteção civil às 6 da tarde mandaram cortar a circulação no troço de 9kms que envolve o viaduto, ÀS 11 da noite oviaduto abriu a brecha, parte do tabuleiro colapsoi.

Vai demorar longas semanas a reparar.

Significa que 9 dos 330 Kms da A1 ficam inutilizáveis por alguns meses e os percursos alternativos são mais longos e mais demorados.

Tudo isto é consequência da tempestade que assola Portugal há mais de duas semanas.

Em 28 de janeiro entrou a depressão Kristin com ventos a soprar com velocidade acima dos 200Km/h. Levaram os telhados de milhares de casas e fábricas. Desde então mais oito depressões meteorológicas com chuvas diluvianas. As barragens não conseguem segurar mais água, os rios avançam sobre as terras na margem

Portugal está neste estado de emergência. Há milhares de casas portuguesas que continuam sem energia elétrica porque milhares de postes de alta tensão ruiram.

Há centenas de quilómetros de estradas que estão barrados por o pavimento estar debaixo de água.

Umas 5 mil pessoas estão em abrigos porque a casa delas está em risco de invasão pelas águas da cheia.

É o nunca antes vivido em Portugal.

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