O Rio Grande do Sul vive o maior desastre natural já registrado em sua história com as inundações que geraram a situação de calamidade pública em 336 municípios e deixaram, segundo os números oficiais até a manhã deste segunda-feira na Austrália, 78 mortos, 105 pessoas desaparecidas e mais de 134 mil desalojados.
Segundo informações da Defesa Civil, 341 dos 496 municípios gaúchos registraram algum tipo de problema relacionado às enchentes, e cerca de 844 mil pessoas foram afetadas. O estado tem oficialmente 10 milhões e 900 mil habitantes - ou seja, quase 8% da população está afetada pela tragédia.

O Guaíba atingiu no sábado sua maior cheia já registrada, com 5.09 metros. A maior marca registrada anteriormente havia sido em 1941, com 4,76m. As autoridades locais afirmam que a cheia deve se manter por volta dos 4 metros pelos próximos dez dias. O centro da capital Porto Alegre está inundado.
O Vale do Taquari é outra região agressivamente atingida pelas enchentes. Segundo a CNN Brasil, a cidade de Arroio do Meio, na região de Lajeado, foi destruída, após o rio Taquari subir até 30 metros em alguns pontos. O governo do estado divulgou que a barragem 14 de julho, entre Cotiporã e Bento Gonçalves, se rompeu parcialmente, e ao menos outras quatro estão em risco de rompimento iminente.
O governo federal, o Congresso e o governo do estado estão em coordenação para evitar questões burocráticas para que o auxílio em dinheiro e recursos cheguem rapidamente às áreas atingidas, e políciais de outros estados e até do Uruguai foram enviados para auxiliar nas buscas e evacuação de pessoas que estão ilhadas em diversos pontos do Rio Grande do Sul.

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Há centenas de gaúchos vivendo na Austrália, muitos tentando se mobilizar nas redes sociais para ajudar parentes e as demais vítimas de enchentes no estado natal. A SBS em Português apenas recomenda uma checagem antes de doar a quem não conhece. Oficialmente, o governo do Rio Grande do Sul ativou doações via Pix para auxílio às vítimas.
Para doar via Pix, utilize a chave para o CNPJ 92.958.800/0001-38), vinculada à conta bancária pelo Banrisul. O governo estadual afirma que os recursos serão integralmente revertidos para o apoio humanitário às vítimas das enchentes e para a reconstrução da infraestrutura das cidades, e que este dinheiro passará por auditoria.
Para maiores informações, clique aqui.
Há outras entidades grandes e de tradição de ajuda em momentos difíceis, como as ONGs Ação da Cidadania, a Central Única de Favelas (CUFA) e o Movimento União Brasil. Vale buscar pelos sites destas instituições.
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