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Um estudo global analisou os assassinatos de mulheres e meninas e revelou que seis mulheres são mortas a cada hora por pessoas que conhecem e muitas vezes em casa. A brasileira Nanda Duarte, da escola de Políticas de Ciências Sociais da Universidade de Melbourne, discute as causas da violência por questão de gênero.
O estudo das Nações Unidas descobriu que, só em 2017, cerca de 87mil mulheres foram mortas, indicando um aumento em comparação aos anos anteriores.
Mais da metade (58%) ou 50 mil mulheres – foram mortas por seus parceiros ou familiares.
Isso equivale a 137 mulheres sendo mortas todos os dias pelo parceiro ou por alguém da própria família.
Os dados disponíveis foram examinados pelo Centro para Drogas e Crime das Nações Unidas (UNODC).
Intitulado Relatório do Feminicídio 2018, o estudo destaca o assassinato de mulheres apenas por sua condição de ser mulher.
De acordo com o relatório, a morte das mulheres por parceiros íntimos geralmente “resulta de um quadro de violência anterior, e não de um ato espontâneo. Ciúme e medo do abandono estão entre os principais motivos alegados pelos parceiros."
Nanda Duarte, que está fazendo mestrado na Escola de Políticas de Ciências Sociais da Universidade de Melbourne, diz que a violência por questão de gênero é um problema comum em países subdesenvolvidos e desenvolvidos
De acordo com o relatório da ONU, dote e crimes de honra são as principais razões de feminicídio no mundo.
O maior número de mulheres mortas por seus parceiros ou familiares foi encontrado na Ásia – 20 mil vítimas.
A Ásia é o continente com o maior maior número de mulheres mortas pelo parceiro.
O risco é menor na Europa. O relatório é a primeira parte do projeto Global Study on Homicide, que será lançado no início do próximo ano.
Índice de homicídio por país (Fonte: UNODC)
Na Austrália, em média, uma mulher é assassinada por semana pelo parceiro atual ou ex-parceiro e uma em cada quatro mulheres são vítimas de violência por parceiro íntimo.
Na Austrália uma em cada quatro mulheres são vítimas de violência por parceiro íntimo, enquanto que uma em cada 11 mulheres são vítimas de violência por um estranho.
Na Austrália, existem vários serviços disponíveis para pessoas que estejam sofrendo violência em casa. Se você, ou alguém que conhece, esteja passando por isso, entre em contato com:
Lifeline Australia - 13 11 14
1800 respect - 1800 737 732
Relationships Australia - 1300 364 277
Mensline – 1300 78 99 78
Kids Helpline – 1800 550 1800
Safe Steps - 1800 015 188
"Each time a woman stands up for herself, without knowing it, possibly without claiming it, she stands up for all women." - Wisdom from Maya Angelou ✨ pic.twitter.com/9ATjvPaH2d
— Full Stop Foundation (@FullStopFdn) December 1, 2018
Na próxima audiência, a mãe de Cecília, deve fornecer evidências sobre as mensagens de WhatsApp supostamente enviadas do telefone de Cecília por Santoro.
Nos últimos 14 anos, Portugal registrou 491 casos de mulheres assassinadas em ambiente familiar.
A Associação das Mulheres Portuguesas trabalha com uma lista extensa de projetos: do combate à violência doméstica e promoção da igualdade de género ao apoio à mulher com câncro de mama. Silvia Renda, Conselheira das Comunidades Portuguesas na Austrália e Nova Zelândia (círculo de Melbourne), fala a SBS Portuguese sobre os principais projetos e como mulheres (e homens) podem se engajar ativamente nessas questões.
O objetivo é questionar amigos da empresária brasileira assassinada e levantar informações sobre o homem que teria sido o seu ex-namorado. De acordo com o jornal Daily Telegraph, os amigos de Cecília disseram à polícia que seu ex-namorado teria adiantado a data da viagem para o Brasil.
Vítimas que estão no visto dos parceiros dependem dos agressores para permanecer no país
Representantes da América do Norte, Europa, Japão e Austrália (foto) discutiram os problemas comuns aos brasileiros que vivem no exterior como violência doméstica, guarda de filhos e questões que afetam a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).
Ouça entrevista com o representante da Austrália, David Chong, que fala também sobre a economia gerada pelos imigrantes. São mais de 2,5 milhões de brasileiros que vivem no exterior e que, entre 2012-2013, enviaram cerca de US$7 bilhões aos familiares no Brasil, conta.
A morte da brasileira Fabiana Palhares, de 35 anos, chocou a Austrália e os brasileiros, em especial, pela brutalidade do agressor.Conversamos com Gissey Volkmer, que conhecia Fabiana.Ela diz que "Fabi" era uma pessoa de muito bom coração, estimada por todos.Brock Wall, de 34 anos, de Surfers Paradise, foi indiciado de assassinato.Fabiana estava grávida de dois meses e meio, e Brock Wall deverá ser indiciado também pela morte do neném em gestação. Na segunda-feira à tarde, ela foi descoberta com ferimentos graves na cabeça, na sua casa em Varsity Lakes, na Gold Coast..Aparentemente, os ferimentos foram causados por uma machadinha - um "tomahawk" .Fabiana foi levada às pressas, ainda com vida, para o hospital, aonde veio a falecer mais tarde.