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'A crise está criando terreno fértil para a tensão social na Austrália'

Alexandre Fleck Brandão

Alexandre Fleck Brandão, da UNSW: "O crescimento (do discurso de extrema-direita) tem raízes materiais importantes, como o aumento do custo de vida e a questão habitacional. Mas há uma tentativa de colocar os imigrantes e a diversidade cultural australiana como um defeito, um causador desses problemas. Como se nós fôssemos a causa do problema habitacional de Sydney ou do aumento do custo de vida no Woolies e no Coles".

Conversamos com o professor brasileiro Alexandre Fleck Brandão, da Faculdade de Direito da UNSW, especialista em estudos sociojurídicos e movimentos sociais. Ele afirma que a Austrália vive uma ambiguidade na questão da coesão social: é referência em sociedade multicultural, mas há sinais claros de erosão desta estrutura. E a crise atual abre espaço para a ascensão de discursos de extrema-direita, que colocam a multiculturalidade como um defeito.


A Austrália é um raro, se não o único país do mundo que chama o Dia Internacional da Discriminação Racial de Dia da Harmonia. E é justamente essa diferença motivo pra uma grande polêmica. O Dia contra Discriminação Racial passou a ser o Harmony Day durante o governo liberal de John Howard, em 1999, e o foco passou a ser a celebração da multiculturalidade no país, com festas, comidas típicas e a cor laranja como símbolo.

27 depois da mudança, o governo trabalhista de Anthony Albanese fala muito em coesão social, em especial depois do atentado terrorista na praia de Bondi, em 14 de dezembro do ano passado, que matou 15 pessoas, a maioria da comunidade judaica de Sydney. Os judeus foram o alvo do atentado e são vítimas diárias de antissemitismo. Da mesma forma, o atentado impacta diretamente as comunidades árabes e muçulmanas, que relatam cada vez mais casos de preconceito.

Após o governo John Howard (1996-2007), houve uma tentativa da sociedade australiana de tratar o racismo como um problema individualizado, de maçãs podres. Hoje se fala de um problema importado, como se não fosse enraizado. E, nesse cenário, o problema da harmonia é de quem vem de fora, um discurso que muitas vezes deslegitima mais quem reclama do que quem causa o problema.
Alexandre Fleck Brandão.

Em tempos de Donald Trump, invasão russa na Ucrânia e agora com a invasão do Irã pelos Estados Unidos e Israel, vivemos um caos geopolítico e cada vez mais, por conta disso, um caos econômico.

A Austrália não é imune a isso, com uma sociedade tão multicultural, com comunidades de imigrantes e descendentes a sentir na pele todos os dias o que está acontecendo no Oriente Médio, na África e também na Europa.

A crise geopolítica encontra uma Austrália crise habitacional aguda, na qual, por exemplo, Sydney se tornou a segunda cidade mais cara do mundo em moradia, segundo a Demographia, uma empresa americana de análise imobiliária.

SBS Portuguese Harmony Day
O professor Alexandre Fleck Brandão, da UNSW, ao lado do jornalista Fernando Vives, no Bondi Pavillion, durante as transmissões multiculturais da SBS Rádio no Dia da Harmonia.

O país cuja economia bateu o recorde mundial sem recessão técnica no PIB total - quase 29 anos, entre 1991 e 2020 - atualmente está com o maior índice de desigualdade social desde 2001, de acordo com o tradicional levantamento Household, Income and Labour Dynamics in Australia, o HILDA, a Universidade de Melbourne.

Pra conversar e tentar entender como tudo isso impacta em nossas vidas, a SBS em português conversou com o professor brasileiro Alexandre Fleck Brandão, da Faculdade de Direito, Sociedade e Criminologia da Universidade de New South Wales, especialista em estudos sociojurídicos, movimentos sociais e mídias sociais. Ele ajuda a desvendar o contexto em que a Austrália celebra a Semana da Harmonia.

O governo Albanese começou com uma agenda que sinalizava um compromisso muito forte com a inclusão através do referendo do Voz Indígena, mas a reação à derrota foi a de se retrair. E ao invés de reconfigurar ou aprofundar essa agenda, deu espaço para outras forças políticas explorarem a agenda da diversidade.
Alexandre Fleck Brandão.

Ele foi um dos convidados da série de transmissões que a rádio SBS teve em seus programas de língua diretamente de Bondi no Harmony Day de 2026.

Nesta conversa, o professor Alexandre Brandão afirma que a Austrália vive uma ambiguidade na questão da coesão social, por ser ainda referência em sociedade multicultural, mas por manter sem resolução problemas causados pelo passado colonial. E que a crise econômica de momento virou terreno fértil para a ascensão de discursos de extrema-direita, que colocam a multiculturalidade do país como um defeito.

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A Austrália é um raro, senão o único país do mundo, que chama o Dia Internacional da

Discriminação Racial de Dia da Harmonia.

E é justamente essa diferença motivo pra uma grande polêmica.

O Dia contra a Discriminação Racial passou a ser o Harmony Day durante o governo

liberal de John Howard, em 1999,

e o foco passou a ser a celebração da multiculturalidade no país, com festas,

comidas típicas e a cor laranja como símbolo.

Vinte e sete anos depois da mudança, o governo trabalhista de Anthony Albanese

fala muito em coesão social, em especial depois do atentado terrorista na praia de

Bondi, em 14 de dezembro do ano passado, que matou 15 pessoas, a maioria da

comunidade judaica de Sydney.

Os judeus foram o alvo do atentado e são vítimas diárias de antissemitismo. Da

mesma forma, o atentado impacta diretamente as comunidades árabes e

muçulmanas, que relatam cada vez mais casos de preconceito. Em tempos de Donald

Trump, invasão russa na Ucrânia e agora com a invasão do Irã pelos Estados Unidos

e Israel, vivemos um caos geopolítico e cada vez mais, por conta disso, problemas

econômicos.

A Austrália não é imune a isso, com uma sociedade tão multicultural, com

comunidades de imigrantes e descendentes a sentir na pele, todos os dias, o que está

a acontecer no Oriente Médio, na África e também na Europa. A crise geopolítica

encontra uma Austrália em crise habitacional aguda, na qual, por exemplo,

Sydney se tornou a segunda cidade mais cara do mundo em moradia, segundo a

Demographia, uma empresa americana de análise imobiliária.

O país cuja economia bateu o recorde mundial sem recessão técnica no PIB total,

são quase 29 anos entre 1991 e 2020,

atualmente está com o maior índice de desigualdade social desde 2001,

de acordo com o tradicional levantamento HILDA, da Universidade de Melbourne.

Para conversar e tentar entender como tudo isso impacta em nossas vidas, a SBS em

português conversou com o professor brasileiro Alexandre Fleck Brandão, da

Faculdade de Direito, Sociedade e Criminologia da Universidade de New South

Wales. Ele é especialista em estudos jurídicos, movimentos sociais e mídias

sociais. O professor foi um dos convidados da série de transmissões que a Rádio SBS

teve em seus programas de língua, diretamente de Bondi, no Harmony Day de

2026.

Nesta conversa, o professor Alexandre Fleck Brandão afirma que a Austrália vive

uma ambiguidade na questão da coesão social, por ser ainda referência em

sociedade multicultural, mas por manter, ao mesmo tempo, a ausência de resoluções

de problemas causados pelo passado colonial.

E que a crise econômica, de momento, virou terreno fértil para a ascensão de

discursos de extrema-direita que colocam a multiculturalidade do país como um

defeito. [vinheta] SBS.

Hoje o programa é especial.

Estamos gravando no Bondi Pavilion, na praia de Bondi, nos Eastern Suburbs de

Sydney, em meio ao Ocean Lovers Festival, um dia todo de transmissões de programas

em diferentes línguas da SBS, entre eles o português. E uma das razões de estarmos

aqui em Bondi hoje, sábado, 21 de março, é porque estamos no Dia da Harmonia, o

Harmony Day, que é a versão australiana do que lá fora é conhecido como Dia

Internacional da Discriminação Racial.

E justamente essa diferença de nome na Austrália é motivo pra uma grande

polêmica. O Dia contra a Discriminação Racial foi mudado na Austrália durante o

governo liberal de John Howard, em 1999, para o Dia da Harmonia, que acaba por

celebrar a multiculturalidade no país, com foco em celebrações culturais e comidas

típicas e outras coisas.

Vinte e sete anos depois da mudança, o governo trabalhista de Anthony Albanese

fala muito em coesão social, em especial depois do atentado terrorista aqui na

praia de Bondi, em 14 de dezembro do ano passado, que matou 15 pessoas, a maioria

da comunidade judaica de Sydney. Os judeus foram o alvo do atentado. Em tempos de

Donald Trump, invasão russa na Ucrânia e agora com a invasão do Irã pelos Estados

Unidos e Israel, vivemos um caos geopolítico e cada vez mais, por conta

disso, um caos econômico. A Austrália não é imune a isso, com uma sociedade tão

multicultural, com comunidades de imigrantes e descendentes que sentem na

pele todos os dias o que está a acontecer no Oriente Médio, na África e também na

Europa, cada vez mais em crise o continente europeu. Pra conversar e tentar

entender tudo isso, a SBS em português trouxe aqui o professor brasileiro

Alexandre Fleck Brandão, da Faculdade de Direito, Sociedade e Criminologia da

Universidade de New South Wales, especialista em estudos sociojurídicos,

movimentos sociais e mídias sociais. Ele ajuda a desvendar o contexto em que a

Austrália celebra a Semana da Harmonia. Professor Alexandre, é um prazer tê-lo

aqui.

Boa tarde, Fernando, muito obrigado pelo convite.

Professor,

qual a sua visão sobre o Dia da Harmonia, o Harmony Day, no contexto que definimos

aqui? Olha, eu vejo o Dia da Harmonia exatamente com ceticismo crítico perto, é,

al-- por algumas das razões que tu, que tu citaste, hã, agora. Ele parte de uma

intenção legítima, que é uma intenção de celebrar essa diversidade, mas a palavra

harmonia, ela sugere uma convivência sem conflito, né? Quase uma convivência

natural que, na verdade, sociedades multiculturais como a nossa, elas passam

por tensões de estrutura, de racismo, e esses problemas tendem a ser apagados ou,

de certa forma, relevados a segundo plano quando se fala nessa questão da harmonia,

né? Então, isso se conecta com um traço muito importante da sociedade australiana,

sobretudo pós governo Howard, que é o período pós Racial Discrimination Act,

onde houve uma tentativa da sociedade australiana de tratar o problema do

racismo como um problema individualizado, um problema de maçãs podres, um problema

muitas vezes, inclusive, que se fala hoje de um problema importado, um problema como

se não fosse algo enraizado e que vem da sociedade australiana. E nesse cenário,

né, o problema da harmonia vem de quem vem de fora, vem dos imigrantes, vem de um,

um discurso que muitas vezes deslegitima mais quem tá reclamando dos problemas do

-quem tá -Exatamente causando esses problemas de

desarmonia, né? Aquelas pessoas que são atacadas, que reclamam do preconceito, que

reclamam do racismo, elas passam a ser as chatas e são vistas como aquelas que tão

de fato causando esse problema de falta de coesão, de falta de harmonia. Então esse,

esse significado, ao fim e ao cabo, ao invés de ser inclusivo, ele passa a ser

uma forma paradoxalmente de silenciamento, né, e de falta de coesão social que

promove o contrário do que supostamente ele tenta fazer.

É interessante você citar isso, que uma vez eu fiz uma entrevista, faz-- não era

pra SBS em português, mas era pra SBS ainda, com os líderes comunitários do, dum

council árabe aqui de Sydney e eles citaram exatamente isso que você falou.

Eles dizem: "ah, eles ficam repetindo que nós estamos trazendo problemas, é, de fora

aqui pra Austrália, mas nós estamos vivendo esses problemas todos os dias, não

estamos trazendo de fora. Nós vivemos isso no nosso cotidiano".

Ou preconceito ou várias outras formas que têm.

Perfeito. Eu acho que esse é o retrato duma, duma Austrália ambígua, né? Uma

Austrália que ao mesmo tempo tem e continua sendo um caso relativamente

bem-sucedido de uma sociedade multicultural, com muitas culturas, com a

programação do dia de hoje é um retrato disso, sobretudo se comparado com outras

sociedades ocidentais. A Austrália é um, é um sucesso nesse sentido, mas ao mesmo

tempo há claros sinais de, de erosão social, que muitas vezes são novamente

externalizados e tenta-se esquecer muitas vezes que a Austrália tem um, não só um

passado, mas uma continuidade colonial de, de questões que não foram bem resolvidas

até o presente momento. Então tem esse, como gosta de falar em inglês, o

bittersweet, né? Tem essa, essa tensão, essa ambiguidade entre essas duas coisas.

Você estudou e estuda vários temas relacionados à coesão social.

Como você enxerga esse momento hoje em relação a isso aqui na Austrália?

Olha, a sociedade australiana vive, hã, um claro momento de, de tensão. Há

problemas, né, relacionados ao aumento do custo de vida, a uma crise habitacional e

sobretudo nos últimos anos, esse aumento de custo de vida, essa crise habitacional,

essa insegurança econômica viraram terreno fértil pra a expansão de

ataques baseados num ressentimento social. Na última eleição nós vimos, de certa

forma, isso acontecer. E então há uma narrativa consolidada de que, ao mesmo

tempo, o racismo é algo da periferia, algo que é individual, que é externo, que não

é australiano.

Mas há uma tentativa também de externalizar pra determinados grupos, pra

determinadas pessoas, a causa dessas, desses problemas, né? Na verdade, a

sociedade australiana tem algumas contradições nesse sentido, muito, muito

graves ou muito significativas. Uma delas é, por exemplo, a institucionalização das

políticas como a operação ou Operation Sovereign Borders, como é falado, que

externalizou o controle migratório e colocou pessoas que, que buscam refúgio na

Austrália em verdadeiras ilhas-prisão e até dois anos atrás, com uma

permanência e uma reclusão permanente lá. Finalmente, a High Court australiana, em

um julgado de 2023 e 2024, acabou com isso e veio corrigir e dizer que as pessoas

que não podiam ser deportadas não podiam ser mantidas naquele local de forma

-permanente. -Isso que você tá citando agora é Nauru,

-né? -Isso, exatamente.

E também Christmas Island, que é o...

Sim, on and off em algum-- em alguns momentos, sim, em alguns momentos, não nos

últimos anos. Mas o caso da família de Biluella, por exemplo, era, é, é, era

retrato disso, dessa permanência no limbo dessas pessoas durante muito tempo, algo

que foi promessa de campanha resolvida pelo atual governo. Mas o caso de Nauru e

sobretudo dessas pessoas que não podiam ser deportadas por outras razões,

inclusive pessoas que perderam sua nacionalidade, tavam presas de forma, é,

indefinida em Nauru, em outros locais, e, e isso era tido como algo possível e até

que finalmente a High Court, depois de anos de, de entidades associadas tentarem

mudar essa, é, essa realidade, ao fim e ao cabo, a High Court definiu que isso não é

possível, que isso não é constitucional, que isso é ilegal e que não respeita as

liberdades individuais dessas pessoas.

O primeiro-ministro Albanese, ele tem uma missão difícil administrar um país

multicultural em um contexto tão geopoliticamente complicado, né? Esse é o

pior momento econômico que a Austrália passa desde o início dos anos 90. Tem

pessoas, tem

uma ou duas gerações que não viveram isso, diferente de nós que nascemos no Brasil,

os timorenses também, que viveram-- os, os lusofricanos, que viveram isso na pele a

maior parte da vida, né?

Como você avalia o governo Albanese na questão da coesão social agora?

Olha, o governo Albanese começou com uma agenda que sinalizava um compromisso muito

forte com a inclusão e o referendo do The Voice na época era exatamente a expressão

mais clara desse tipo de, de postura. A reação à derrota do governo no, no

referendo foi a de se retrair, né? E ao invés de se reconfigurar ou aprofundar

essa agenda, ou de alguma forma seguir ao, ao menos com as formas mais moderadas

dessa agenda, o que aconteceu é que o governo se retraiu e deu espaço pra outras

forças políticas explorarem a agenda da imigração, explorarem a agenda da

diversidade e essa questão da coesão social pra seus próprios, é, benefícios.

Nós vimos isso de forma-- uma tentativa muito clara disso a parte do Partido

Liberal na, na forma do, do seu líder, é, Peter Dutton, na última eleição. E parece

que o One Nation hoje, a Pauline Hanson é um exemplo claro disso, sobretudo com os

ataques a imigrantes e à comunidade muçulmana de Western Sydney. Ela resolveu

redobrar essa aposta.

Você citou agora a questão do One Nation, que é um partido considerado de, de

extrema-direita, né? Nós estamos testemunhando o crescimento da

extrema-direita aqui na Austrália, da mesma forma como houve no Brasil, nos

Estados Unidos, em Portugal, em grande parte da Europa, né? E desde janeiro esse

partido tem aparecido como o partido de maior preferência entre os de oposição.

Uma das bandeiras é a redução da imigração, e integrantes do partido até já

sugeriram a volta da prioridade a britânicos, como no passado, o que pode

afetar diretamente imigrantes lusófonos, inclusive, né? HãA que você atribui esse

crescimento, essa aceitação do discurso de extrema-direita na Austrália?

Olha, por um lado, esse crescimento tem raízes materiais importantes, né? Aquelas

crises que eu já comentei, o aumento do custo de vida, a questão habitacional. Mas

há uma mobilidade e uma tentativa de colocar os imigrantes e colocar a

diversidade cultural australiana como um defeito e como um problema, como causador

desses problemas, né? Como se nós, brasileiros ou portugueses ou timorenses,

ou os meus alunos na universidade, os meus alunos internacionais, fossem a causa pro

problema habitacional de Sydney ou fosse a causa do aumento do custo de vida no

-Woolies e no Coles. -Lembrando que há estatísticas que, de

fato, reforçam a ideia de que isso não é um problema, a imigração não é problema.

E-exatamente, mas eu acho que esse, esse movimento e essa postura, ela, ela cresce

justamente num contexto de timidez e de falta de resolução política do outro lado

também, né? Então, o governo foi, de certa forma, muito tímido ao, ao rejeitar esse

discurso. Houve uma rejeição, mas ainda muito, muito limitada, de forma a tentar

novamente, em nome da coesão social, tentar limitar e não gerar mais conflito

onde tava sendo visto como se tivesse se gerando mais conflito. Isso cria um

paradoxo, que é o paradoxo do dia de hoje, que ao tentar preservar a, a coesão,

evitando esse conflito, ele se abre espaço, mais espaço ainda e incentiva

ainda mais esses discursos que aprofundam essas divisões.

Professor Alexandre, gostaria muito de agradecer a sua presença aqui, por-- é um

tópico interessantíssimo e fundamental pra todo mundo que vive na Austrália. Não é a

primeira e não será a última vez que contaremos contigo aqui na SBS em

-português. Muito obrigado. -Muito obrigado, Fernando.

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