A erosão costeira está a ser um problema sério que afeta um quinto do litoral português.
Um estudo oficial mostra que o avanço do mar levou um total de 13 quilómetros quadrados de território (1313 hectares) nestes últimos 60 anos, segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
O semanário Expresso revela que só num troço de oito quilómetros, entre a praia de Cortegaça e a do Furadouro, no centro litoral de Portugal, foi registado um recuo médio de 96 metros, que em alguns pedaços chegou a um máximo de 160 metros, entre 2001 e 2021. Isto significa uma taxa de erosão de 4,8 metros por ano. A monitorização do Programa da Faixa Costeira de Portugal Continental (COSMO) indica que mais de metade desta extensão se encontra em “erosão extrema” ou “severa”.
E a situação tende a agravar-se em consequência da subida do nível médio do mar e temporais mais frequentes e violentos no futuro, fruto das alterações climáticas.
Peritos alertam que se não houver qualquer intervenção de defesa costeira, “o trecho costeiro entre Esmoriz e o Torrão do Lameiro (no concelho de Ovar) poderá apresentar recuos pontuais de cerca de 500 metros e as perdas de território poderão atingir valores extremos, na ordem dos 250 hectares até 2100, com as maiores perdas a ocorrerem na zona de Maceda”.
A ação energética do mar, crescida pelas alterações climáticas está na origem desta transformação em curso no território litoral português.
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