O vídeo do brasileiro, que concorreu com trabalhos de cientistas do mundo inteiro ganhou o prêmio global “Dance o seu Doutorado” (Dance your PhD), usando dançarinos de culturas e estilos diferentes para explicar o comportamento dos cangurus.
O vídeo recebeu o prêmio principal concedido anualmente pela Associação Americana para o Avanço da Ciência, pela revista Science e pela empresa de inteligência artificial Primer.ai, com sede em São Francisco.
O filme apesar de divertido, tinha que mostrar o resultado de anos de pesquisa científica sobre o comportamento dos cangurus.
Uma das principais mensagens que eu quis passar, é que as diferenças levam à diversidadeBiólogo Weli, criador do vídeo sobre o comportamento e personalidade dos cangurus
“Descobrimos que os cangurus gostam de socializar em grupos, mas preferem círculos sociais menores. Assim como os humanos, as personalidades do canguru se manifestam cedo na vida. As mães e seus filhos têm personalidades semelhantes, assim como os irmãos.”

O vídeo mostra essa diversidade de personalidades usando dançarinos de balé, hip hop, Bollywood, samba e capoeira mostrando que os cangurus possuem traços pessoais distintos.
“Ao mostrar a dançarina indiana se aproximando do grupo de hip hop, vemos a dançarina se adaptar um pouco ao grupo, mudando seus movimentos misturando bollywood com hip hop, ao mesmo tempo que o grupo também vai se adaptando a ela."

Imigrante, homem gay e brasileiro, Weli disse que se identifica com a forma como os cangurus modificam o seu comportamento para se adaptarem ao grupo.
“Venho de uma família muito humilde, de uma cidade pequena onde a maioria das pessoas não têm educação. Quando vim para a Austrália, assumi o comprtamento conservador da minha família… no Kangaroo Time eu celebro a diversidade na minha bela comunidade LGBTQI+ no meu vídeo sobre o comportamento dos cangurus.”

A competição incentiva os cientistas formandos a explicarem pesquisas complexas ao público em geral através da dança, da música e do humor, e atrai dezenas de inscrições de todo o mundo todos os anos.

“Foi como ganhar o ‘The Voice’ ou o Eurovisão – só que todos somos doutores”
O prêmio foi de pouco mais de AU$ 4 mil.
Kangaroo Time ganhou por uma margem pequena do segundo colocado, a Universidade do Maine, nos Estados Unidos, na qual uma estudante de doutorado em ecologia e ciências ambientais usou a música Danse Macabre de Camille Saint-Saëns para explicar sua pesquisa sobre a mariposa browntail.
Em 2009, um candidato da Universidade de Sydney ganhou um prêmio por mostrar um baile representando o uso da vitamina D na proteção contra o diabetes.

Dois anos depois, uma inscrição da Universidade da Austrália Ocidental ganhou por um vídeo sobre por que os implantes ortopédicos falham; e no ano seguinte, uma inscrição da Universidade de Sydney ganhou mais uma vez por um trabalho que explica a “evolução da arquitetura nanoestrutural em ligas de alumínio da série 7000”.
Para ouvir a conversa completa e a música Kangaroo Time, clique no botão play no topo da página.
Para assistir ao video, clique aqui.
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