Preservar a cultura do surfe e a natureza ao mesmo tempo. É esta a premissa básica das chamadas Reservas Nacionais do Surfe australianas, criadas em 2005 através do Programa Australiano de Reservas de Surfe.

As praias que se candidatam a serem enquadradas na categoria precisam provar que a cultura do surfe local é muito forte e tradicional, inclusive com comprovada qualidade de ondas, e reconhecer que o local está inserido num ecossistema amplo de relevância ambiental.
Também é necessário o engajamento comunitário para que o principal aconteça: a utilização da prática da modalidade para fazer da praia e arredores para preservar a natureza da região.

O modelo australiano das reservas de surfe é a a inspiração para as praias brasileiras desde 2019. Atualmente, locais fundamentais para o esporte no país, como Praia do Moçambique, em Florianópolis (SP), Itamambuca, em Ubatuba (SP), Regência, em Linhares (ES), e a do Francês, em Marechal Deodoro (AL), fazem parte do Programa Brasileiro de Reservas de Surf (PBRS).
O conceito de comunidade de surfe é bem amplo, com muita sociodiversidade. Por exemplo, na Reserva Nacional de Itamambuca, em Ubatuba (SP), há uma proposta de se desenvolver o turismo de base comunitária com os ndígenas e quilombolas ao redor.Mauro Figueiredo.
Neste episódio da série Virada Verde, conversamos com o brasileiro Mauro Figueiredo, líder de expansão global do Conselho de Reservas Nacionais de Surfe da Austrália, e que está à frente de uma iniciativa voltada o crescimento destas reservas no Brasil.
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