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CR7 deu adeus às Copas do Mundo, mas ainda quer chegar aos mil golos

The FIFA World Cup 2026 (Portugal vs Spain) in Dallas, USA - 6 Jul 2026
Cristiano Ronaldo está com 976 golos (em 1331 jogos). Ele quer chegar aos 1000. Portanto, a despedida em Dallas, não é ainda o adeus de CR7 ao futebol. Source: SIPA USA / Grzegorz Wajda / SOPA Images/Grzegorz Wajda / SOPA Images/Sipa USA

Em Portugal há um coro de vozes a atribuir à presença de CR7 como titular em todos os jogos o fracasso da seleção no Mundial. Ele marcou três golos, esteve em grandes jogadas, mas nunca mostrou a energia e fogosidade decisivas em épocas anteriores.


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By Francisco Sena Santos

Presented by Fernando Vives

Source: SBS



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Em Portugal há um coro de vozes a atribuir à presença de CR7 como titular em todos os jogos o fracasso da seleção no Mundial. Ele marcou três golos, esteve em grandes jogadas, mas nunca mostrou a energia e fogosidade decisivas em épocas anteriores.


Em 24 de fevereiro de 2001, um miúdo com então 16 anos e 19 dias, um tal Cristiano Ronaldo, ido da ilha da Madeira para a formação do Sporting Clube de Portugal, vestia pela primeira vez a camisola da seleção de futebol de Portugal. Foi num jogo particular com a seleção da África do Sul. A equipa portuguesa ganhou por 2-1 e o tal miúdo Cristiano Ronaldo marcou o golo da vitória.

Três anos e meio depois, 2004, Portugal organizou o Europeu de futebol. O ponta de lança Cristiano Ronaldo, já a ficar famoso como CR7, foi decisivo, juntamente com o médio Luís Figo e o guarda-redes Ricardo, para os portugueses chegarem à final – que perderam em derrota muito amarga diante dos gregos.

CR7 foi determinante nos jogos com os espanhóis, os ingleses e os holandeses, Vitorioso em todos.

Agora, 22 anos desse Europeu, depois de ter ganho pela seleção o Europeu de 2016, a Liga das Nações de 2019 e de 2025, e pelos clubes, cinco Champions (uma pelo Manchester United, quatro pelo Real Madrid), quatro mundiais de clubes, depois de ter sido oito vezes vencedor do campeonato nacional (em Inglaterra, Itália, Espanha e Arábia Saudita), depois de ter sido por cinco vezes Ballon d’Or, título de melhor futebolista no laneta, e muitos mais triunfos, agora, aos 41 anos no estádio AT&T em Dallas, CR7 disse adeus ao périplo mundialista, eliminado ao minuto 90+1 do sexto Mundial que jogou.

Cristiano Ronaldo, em lágrimas, anunciou logo no final do jogo que era a última presença dele como jogador num Mundial. Vai continuar a jogar pelos clubes, admite continuar na seleção. Portugal é co-organizador (com Espanha e Marrocos) do próximo Mundial, o de 2030. É assim que ainda há em Portugal quem acredite que então CR7, com 45 anos cumpridos, ainda vai regressar à seleção portuguesa nesse Mundial que terá um dos estádios perto do jardim de uma das casas dele. Dito assim, parece loucura. Quem sabe? O provável próximo selecionador de Portugal, Jorge Jesus, é um superfã de CR7, com quem foi campeão na Arábia Saudita.

Agora, as lágrimas de CR7 ao anunciar a despedida dos mundiais são espelho da tristeza. Agravada por saber que em Portugal há um coro de vozes a atribuir à presença de CR7 como titular em todos os jogos o fracasso de Portugal. Ele marcou três golos, esteve em grandes jogadas, mas nunca mostrou a energia e fogosidade decisivas em épocas anteriores.

Há quem diga que é CR7 quem manda na seleção e na federação portuguesa. O selecionador agora cessante, o espanhol Roberto Martinez, coloca sempre CR7 nos píncaros do futebol. É mais uma razão para a onda contra Cristiano Ronaldo. Martinez nunca teve a simpatia dos muito influentes tertulianos futebolísticos, com presença diária nas noites na televisão. Os comentadores sempre preferiram um treinador português.

CR7 não foi decisivo neste Mundial, mas quase todos os craques da seleção portuguesa também não: os quatro bi-campeões europeus com o PSG (Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos) com a exceção de Gonçalo, estiveram abaixo do que se esperava. Tal como Bruno Fernandes e Bernardo Silva. Todos acusaram o cansaço de uma temporada longuíssima. É facto que o selecionador Martinez não recorreu a alguns jogadores que entusiasmaram ao longo da temporada, caso de Trincão e Ricardo Horta. Até Paulinho.

Mas a torcida portuguesa iludiu-se a pensar que esta seleção poderia ser a melhor do mundo. Como CR7 desta vez não estava a resolver, levantaram-se vozes a mandá-lo para a reforma.

Cristiano Ronaldo está com 976 golos (em 1331 jogos) . Ele quer chegar aos 1000 golos. Faltam-lhe 24. Portanto, a despedida em Dallas, não é ainda o adeus de CR7 ao futebol.

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