Na definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), infertilidade é uma doença do aparelho reprodutor masculino ou feminino definido pla incapacidade de alcançar gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares não protegidas. É a definição técnico-cientifica.
O diretor geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, alerta que a infertilidade é um sério problema de saúde pública. Apanha, em algum momento da idade biologica adequada, uma em cada 6 pessoas no mundo. É uma crise associada ao desenvolvimento das sociedades, com causas diversas, algumas ainda em estudo. Uma crise a que apenas escapa o Médio Oriente e a área sub-sahariana do continente africano, que continua com altas taxas de fertilidade.
Nos países do Pacifico Ocidental, a taxa de infertilidade atinge 23%, 20% nas Américas, 16,5% na região europeia. Apenas 10% na bacia sul do Mediterraneo e na África sub-sahariana.
O planeta Terra atingiu em novembro de 2022 8 mil milhões de habitantes. Um vasto estudo publicado numa bíblia da medicina como é a revista Lancet estima que a atual década seja de pico – a partir de agora, a tendência da evolução populacional é minguante
É facto que as taxas de crescimento do ultimo meio século colocavam o risco de se tornarem insuportáveis, mas a redução da população introduz novos problemas.
O líder da OMS queixa-se que esses problemas estão a ser pouco estudados, Tedros Ghebreyesus apela aos países para que promovam investigação e desenvolvam soluções para prevenção, tratamento e diagnostico da infertilidade – incluindo a facilitação da reprodução assistida.
A infertilidade coexiste com outra questão critica - a demográfica,
Comentário de uma socióloga, chefe de equipa na Organização Mundial de Saúde: .é um problema global, também europeu e que bem deveria estar nas discussões da atual campanha eleitoral europeia
É essa investigadora a lembrar que em Israel a questão demográfica é considerada prioridade geopolitica há já mais de 30 anos, porque a taxa de natalidade da população árabe chegou a triplicar, à entrada neste século, a da comunidade judaica, colocando-se a questão da inversão de maioria étnica.
Yasser Arafat, quando líder da OLP, numa entrevista . num momento da negociação do acordo de paz chegou a comentar com um sorriso que o ventre das mulheres árabes era o principal problema politico no futuro de Israel.
O envelhecimento da população e a quebra da natalidade estão reconhecidos como problemas críticos na União Europeia.
Em França, iniciativa do próprio presidente Emmanuel Macron, está aberto o grande debate multidisciplinar sobre a promoção da natalidade.
Em Espanha está definida em 100 páginas uma estratégia do pais para enfrentar o desafio demográfico.
Nos países escandinavos , também há prioridade à tomada de medidas.
Em Portugal, os censos revelam a perda de quase 200 mil pessoas nos últimos 10 anos.
A renovação geracional está em défice há pelo menos 40 anos.
Claro que a reprodução é uma questão da vida privada, está no livre arbítrio de cada pessoa.
Mas a necessidade de promoção da natalidade – para que a quebra seja travada - é uma essencial questão europeia – com Portugal entre os países mais ameaçados por esse definhamento populacional.
Ministro considera inaceitável tratar imigrantes da CPLP como pessoas de segunda
(*informações da RTP)
O ministro da presidência, António Leitão Amaro, denunciou esta terça-feira os problemas na implementação do acordo de mobilidade celebrado com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que trata os cidadãos lusófonos oriundos desses países como "pessoas de segunda", que estão "presas ao território nacional" e não beneficiam dos direitos do espaço Schengen. Leitão Amaro defendeu que para reafirmar o compromisso de Portugal com o acordo é necessário alterar o que está a correr mal.
"Não é aceitável (...) batermos com a mão no peito a dizer que acreditamos no acordo de mobilidade da CPLP e vivermos em paz com a ideia de que os cidadãos que venham a abrigo desse regime são na verdade pessoas tratadas como de segunda", afirmou o governante, que na segunda-feira apresentou o Plano de Ação para as Migrações. Uma vez que estão confinadas ao território nacional e não beneficiam dos mesmos direitos de circulação do espaço Schengen que outros residentes.
"Em vez de terem uma identificação - modelo uniforme Schengen - têm um "papelete" com um QR Code", salientou.
O ministro da Presidência defendeu que honrar o acordo sobre mobilidade da CPLP significa resolver os problemas de execução e garantiu que as novas regras vão acabar com situações de indignidade. Declarações de Leitão Amaro esta tarde em Lisboa numa conferência sobre o tema das migrações, onde sublinhou a importância de a migração ter regras para evitar que os migrantes caiam nas mãos de redes criminosas.
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