Resumo da notícia
- Polícia Federal Australiana acusa empresário James Blake de ter dado equipamento de mergulho defeituoso a Bruno Borges.
- Bruno morreu ao tentar retirar cocaína do casco de um navio que atacou em Newcastle.
- Ele teria sido deixa para trás ‘para morrer’ por James Blee e Jhoni Fernandes da Silva, que continua foragido.
O empresário James Blake Blee foi acusado pela polícia de ser o mandante do plano audacioso de contrabando de 100 kg de cocaína para Austrália, que entraram no país escondidas no casco do navio argentino Areti.
James Blee também forneceu ao mergulhador do Espírito Santo, Bruno Borges, 31 anos, um equipamento de mergulho defeituoso e de má qualidade que levou à morte do brasleiro, alega a polícia.

Quem é James Blee
James Blake Blee, de 62 anos, já estava em prisão preventiva aguardando julgamento por crimes relacionados ao tráfico internacional de drogas, agora foi acusado de homicídio culposo, contrabando de droga e tráfico de pessoas.
A polícia alega que Blee facilitou a entrada ilegal de Bruno Borges e Jhoni Fernandes da Silva da Indonésia para a Austrália.

Blee foi preso no aeroporto de Cairns em maio, quando tentava embarcar em um voo para a Indonésia.
Ele foi extraditado para New South Wales onde responder às acusações de importação de uma grande quantidade comercial de cocaína.
Blee – que se promoveu profissionalmente como “Capitão Jimmy Blee” – era o responsável por operações de fretamento dos superiates North Queensland Superiate em Cairns e Asia Pacific Superiates Indonesia em Bali.
Um perfil de Blee escrito em 2019 dizia que ele tinha 30 anos de experiência em “iates de luxo em todo o Sudeste Asiático” e sua empresa com sede na Indonésia gerenciava “150 navios de bandeira estrangeira cruzando águas indonésias”.

Antes de iniciar seu próprio negócio de agente de superiates, Blee afirmou que passou “1200 dias” fretando barcos particulares para “ricos e famosos” do mundo, em um resumo online de sua carreira compartilhado em 2012.
“Depois de continuar com nossas investigações, nossos policiais federais compareceram ao Centro Correcional de Grafton (onde James Blake Lee estava detido desde maio 2022) e prenderam um homem de 62 anos por volta das 11h da manhã de terça-feira, 27 de setembro de 2022”, disse um porta-voz da polícia de NSW se referindo a James Jake Blee mas sem nominá-lo.
O brasileiro procurado pela Interpol que ainda pode estar na Austrália
O foragido Jhoni Fernandes da Silva, de 32 anos, entrou na lista da Interpol e é procurado pela polícia australiana em conexão com a operação que resultou na morte de Bruno.

A operação que deu parcialmente errado resultou na morte do mergulhador Bruno Borges Martins, que morreu ao tentar recuperar 100 quilos de cocaína do casco do navio argentino Areti.
Bruno conseguiu remover parte da droga mas teve problemas com o seu aparelho de mergulho e teria sido deixado para trás ‘para morrer’ por James Blake Blee e Jhoni Fernandes.
A Polícia Federal australianas conseguiu recuperar 54 quilos de cocaína no valor de AU$20 milhões de dólares, descobertas no porto de Newcastle em maio desse ano.
O corpo de Bruno foi visto flutuando na água no porto de Newcastle na manhã de 9 de maio de 2022.
As tentativas de reanimá-lo no local fracassaram e ele veio a óbito.

Tijolos de cocaína embrulhados em plástico – e pesando cerca de 54 kg – foram recuperados pela polícia perto de onde o corpo de Bruno foi encontrado.
Jhoni, o segundo mergulhador envolvido na operação, continua foragido e sendo perseguido pela polícia inclusive a Interpol.
O detetive e inspetor-chefe da Divisão do Crime Organizado de Sydney, Andrea Panozzo, que está liderando as investigações em busca do brasileiro foragido na Austrália, pediu para Jhoni se entregar e disse que ele não tem como sair do país.
A polícia divulgou imagens granuladas de CCTV de Jhoni Da Silva e uma mulher que descreveram como sendo “magra, cerca de 150-160 cm de altura (com) pele bronzeada e cabelos loiros / grisalhos”, não se sabe se ela é brasileira.
A busca pelo brasileiro Jhoni Fernandes da Silva e cerca de outros 54 quilos de cocaína que sumiram continua, com o envolvimento das polícias da Austrália, Brasil e Indonésia.
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