Grupo latino celebra a Amazônia brasileira no desfile do Sydney Mardi Gras 2026

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O Latinx in Australia durante os preparativos para o Sydney Gay and Lesbian Mardi Gras 2026. O grupo desfilará na parada sob o tema "Amazônia Brasileira".

Parte da maior festa LGBTQIA+ do país, o Latinx todo ano celebra uma nação latino-americana na parada. Este ano, o Brasil será o tema. Conversamos com uma das organizadoras do grupo, a desginer brasileira Yasmin Blanco.


A 48ª edição da parada do Mardi Gras de Sydney ocorre neste sábado, 28 de fevereiro, na Oxford e Flinders Street, região central da cidade. A festa, que é uma das maiores celebrações LGBTQIA+ do planeta, será centrada no tema "ECSTATICA".

Entre os destaques da parada está o grupo Latinx in Australia, criado com o objetivo de acolher latino-americanos queer residentes na Austrália, e também celebrar a cultura que trazem.

yasmin blanco
A designer brasileira Yasmin Blanco, uma das organizadores do Latinx Australia. "A gente já foi escolhida pela organização como a melhor fantasia e melhor coreografia (do desfile) por dois anos seguidos".

Todo ano, o Latinx escolhe um país da América Latina como tema. Em 2026, é a vez do Brasil.

São por volta de 80 pessoas, inclusive algumas não-latinas, que desfilarão este ano fantasiadas fazendo coreografias inspiradas no movimento e na energia do rio Amazonas. Anitta, Pedro Sampaio e outros artistas brasileiros farão parte da trilha sonora, toda dedicada ao país.

Nossa missão sempre foi criar um espaço seguro de acolhimento para quem vem do outro lado do mundo sem conhecer ninguém. Se precisar de ajuda, você não estará sozinho.
Yasmin Blanco

O projeto Latinx se baseia em três pilares: comunidade, família escolhida e cultura latina, como resposta aos estereótipos e à exclusão.

Latinx
Integrantes do Latinx trabalhando nas fantasias para o Mardi Gras 2026.

O projeto que culmina no desfile começa bem antes, com a conceção coletiva do conceito, e depois o desenvolvimento das fantasias e do desfile.

Conversamos com uma de suas organizadoras, a designer brasileira Yasmin Blanco. Nascida em São Paulo, ela está na Austrália há dez anos.

(com informações da SBS en Español).

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A 48ª edição da Parada do Mardi Gras de Sydney, ocorre neste sábado, 28 de

fevereiro, na Oxford e Flinders Street, região central da cidade. A festa, que é

uma das maiores celebrações LGBTQIA+ do planeta, será centrada no tema

Estática. Entre os destaques da parada, está o grupo Latines in Australia, que tem

o objetivo de acolher latino-americanos queer, residentes na Austrália, e também

celebrar a cultura que trazem. Todo ano, o Latines escolhe um país da América Latina

como tema. Em 2026, é a vez do Brasil. São por volta de 80 pessoas, inclusive

algumas não latinas, que desfilam fantasiadas, fazendo coreografias

inspiradas no movimento e na energia do Rio Amazonas. Anitta, Pedro Sampaio e

outros artistas brasileiros farão parte da trilha sonora, toda dedicada ao país. O

projeto Latines se baseia em três pilares: comunidade, família escolhida e cultura

latina, como resposta aos estereótipos e à exclusão.

O projeto, que culmina no desfile, começa bem antes, com o desenvolvimento coletivo

do conceito e depois com as fantasias e o desfile. Conversamos com uma de suas

organizadoras, a designer brasileira Yasmin Blanco. Nascida em São Paulo, ela

está na Austrália há 10 anos. Yasmin explica como o Latines começou, há oito

anos.

A gente começou esse projeto lááá em 2018. A gente começou entre um grupo de amigos,

todos imigrantes, longe de casa, num país novo. Foi um momento meio que da gente

acabar se juntando, se conectando, criando uma família. A gente criou a comunidade

Latinx,

é, representando os países da América Latina. A gente começou, na verdade, como

um grupo de Sydney. Nosso nome, inclusive, era Latinx in Sydney,

mas isso acabou virando algo muito maior. A gente começou

a

perceber muitas pessoas querendo se envolver com nós, mas de todos os lugares

da Austrália. O nosso grupo, hoje, tem pessoas de vários estados da

Austrália, inclusive de outros países. A gente tem pessoas que moram na Nova

Zelândia e vêm pra cá, eles vão pra Sydney só pra participar do nosso float.

Então, isso acabou virando uma comunidade realmente latina aqui na Austrália, não só

em Sydney. A nossa missão aqui sempre foi de criar um espaço seguro, de, de

acolhimento, de, de apoio. Eu acho que nós, todos nós, que a gente vem de outros

países, muitas vezes a gente se joga do outro lado do mundo, sozinho, sem começar,

sem conhecer ninguém, recomeçando do zero. Eu acho que foi muito mais criar um

lugar, uma comunidade, onde a gente pudesse

trazer essa sensação de acolhimento, de você saber que é um lugar que se você

precisar de ajuda, se você precisar de alguma coisa, você não tá sozinho, né? E

tem pessoas que tão passando, às vezes, por coisas que você já passou e você pode,

às vezes, trazer uma, uma palavra de apoio ou alguma, algum suporte, de alguma

forma, né?

A gente traz muito esse conceito da família escolhida. Inclusive, o nosso

grupo, que começou o comitê, a gente já se conhece há anos. A gente já marchou

no Mardi Gras, já em 2019, foi nosso primeiro ano, 2023,

2024, 2025,

e esse ano, novamente. A gente já foi nomeado pelo Mardi Gras Awards como

melhor fantasia, melhor coreografia, em dois anos diferentes, o que foi um

reconhecimento muito legal, de toda essa energia, todo esse amor, né, todo esse

trabalho, essa criatividade

que todo esse grupo coloca em cima desse projeto, né? O meu envolvimento pessoal,

vem muito desse lugar de apoiar a comunidade, né? Eu não necessariamente

faço parte da comunidade queer, mas eu sempre estive envolvida em ajudar grupos a

terem uma voz, né? Eu sei como é não ser ouvida, eu sei como é estar longe de

casa, da família, de tudo que era muito familiar, o que era muito seguro, né,

daquele porto seguro. Então, eu acho que quando a gente se junta, a gente é muito

mais forte. Tento me envolver dessa forma, e eu também amo muito o lado criativo do

projeto. Eu sou designer, eu trabalho já faz muitos anos com isso, mas eu venho de

uma carreira onde tudo muito-- ficou muito digital. E pra mim, eu acho muito

importante eu manter essa conexão com, com o manual, com a criação física, sabe? Com

o-- colaborar com tantas outras

mentes incríveis e criativas que, que existem nesse projeto. Cada ano que passa,

tem pessoas novas que se juntam, que têm ideias novas e as coisas só fluem. Quando

você tá envolvido com pessoas que querem fazer as coisas acontecerem, as coisas

fluem, né? E nosso grupo vira muito esse espaço de, de troca, de construção, de

arte, né? Onde todo mundo traz uma ideia e a gente constrói algo junto.

Para a edição deste ano, sob o tema da Amazônia brasileira, Yasmin explica o

conceito das fantasias e o processo criativo dos envolvidos.

Todo ano, o Mardi Gras, ele anuncia um tema, e cada grupo cria o seu próprio

conceito, o seu próprio tema, e apresenta pro Mardi Gras como ele se relaciona ao

tema anual, new, né, o que cada grupo vai apresentar. Todo ano, a gente se junta, a

gente senta e faz um brainstorm do conceito. Cada ano, a gente tenta

representar um país da América Latina. A gente já teve México, a gente já teve

Colômbia.... Cada país tem muita coisa pra mostrar. E o tema desse ano do Mardi Gras

é Extática, né? Que fala muito sobre a alegria, sobre a conexão e esse

pertencimento. E esse ano, a gente queria tra-- trazer a vez do Brasil, e a gente

queria muito trazer, né, o pulso da Amazônia pra representar essa energia, o

pulso do ritmo brasileiro, o pulso do ritmo latino. Esse conceito de que a

Amazônia não é só um lugar, é um símbolo de vida, tem uma, uma energia muito forte,

tem uma diversidade muito grande, tem uma ne-- conexão também, e é assim que a

gente também vê a nossa comunidade. O rio Amazonas também é um rio que carrega mais

água de qualquer outro rio do mundo, então trazendo, representando esse fluxo, esse

movimento, essa transformação. E a gente quis trazer todo esse conceito, toda essa

energia, nas fantasias também. A gente tem duas fantasias esse ano. A gente tem as

fantasias da água, né? A água, a gente tem uma headpiece, que é um chapéu, que vem

muito dessa ideia do, do fluxo, do movimento do rio, né? Temos umas franjas

que elas vão se movimentar.

E a gente tem a floresta também, que representa as raízes, a nossa força, a

nossa história. O próprio posicionamento, né, da avenida, da coreografia, a gente

tem a água no meio

e as floresta

em cada lado, como realmente desenhando o rio

sendo abraçado por essa floresta. E também a gente tem o carro alegórico, né,

simbolizando todo esse batimento da Amazônia, esse coração que vai pulsar no

meio do nosso float. E a gente também carrega essas bandeiras da América Latina

pra representar quem a gente é, toda a nossa diversidade, com orgulho da onde a

-gente é e mostrar pro mundo. -Quem quiser saber mais sobre o Latinx in

Australia, consulte o perfil deles no Instagram, @latinx.au ou

@L-A-T-I-N-X ponto A-U.

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