Leão XIV ainda vai no primeiro ano de pontificado. O conclave elegeu-o há 11 meses, e ele, logo no primeiro discurso, na varanda da Basílica de São Pedro, na tarde em que foi escolhido, teve a paz como a palavra mais repetida, exortou à paz desarmada em todo o mundo.
O Papa Leão XIV está a impor-se como um fortíssimo combatente pela paz, com a voz como a arma, e a não hesitar no levantar do tom.
De discurso para discurso, sempre mais severo na apreciação dos que fazem a guerra, chegou ao ponto de acusar perante a multidão que o escutava nesta última quinta-feira na República dos Camarões: “ O mundo está a a ser devastado por um punhado de tiranos”. Leão XIV evita sempre dizer nomes, mas está implícito em quem está a pensar.
Neste fim de semana, o Papa está em Angola, terceira das quatro etapas de 11 dias de peregrinação por África. Começou na Argélia, seguiu para a República de Camarões, agora Angola, depois, Guiné Equatorial.
Esta etapa angolana e a mensagem nela contida estão a ser muito seguidas em Portugal, a potência colonial até há meio século, com Angola a ser origem de uns 700 mil portugueses.
O Papa está a conseguir mobilizar grande vaga de apoios com o empenho pela paz. A mensagem,que envia ao mundo a partir de Angola é a mesma que enviou há uma semana a partir da Argélia: a mensagem de que é possível a paz. Tanto a Argélia como Angola foram palco de terríveis guerras civis, com muito massacre. Mas conseguiram construir a paz que agora vigora. É a mensagem que o Papa lança ao mundo: vejam como a paz é possível.
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