A seleção brasileira iniciou em Brisbane a preparação para o amistoso contra a Austrália, o primeiro após a Copa do Mundo de 2026. Em começo de ciclo sob Carlo Ancelotti, a equipe tem novos nomes, disputa pela camisa 10 e busca reconstruir a confiança da torcida após a eliminação mundial.
A seleção brasileira já está concentrada em Brisbane, em Queensland, onde se prepara para enfrentar os Socceroos pela primeira vez na Super Data FIFA. O amistoso está marcado para esta sexta-feira (25/09), às 20h, no horário local, na cidade de Townsville.
Com a equipe completa, o técnico Carlo Ancelotti começa um novo ciclo após a Copa do Mundo de 2026 com peças diferentes. Depois da aposentadoria de Neymar da amarelinha, ainda há dúvidas sobre quem herdará a camisa 10. Raphinha e Lucas Paquetá estão no páreo da disputa.

Antes do primeiro treino com a equipe completa, porém, a conversa com a imprensa foi com o estreante Gabriel Bontempo, o meio campista contou como é sua relação com Neymar no Santos e os conselhos que recebeu para sua primeira aparição pela seleção.
Ele é um grande ídolo, né? Realizei um sonho de estar jogando com ele, ter essa oportunidade de poder conviver o dia a dia lá com ele. Ele é um cara que é fora da curva, agradeço demais também porque ele dá uma força para a gente, dá conselho, é um cara que é extraclasse. Muito craque.
Ele também comentou sobre a adaptação ao jet lag após uma viagem de quase 20 horas entre o Brasil e a Austrália.
"A questão do fuso acho que a gente vai se adaptando, né? Eu cheguei ontem, confesso que depois do treino de noite estava com bastante sono, mas agurei um pouco para esperar mais tarde para dormir e consegui dormir bem. Eu vim pelo Chile, depois do Chile, Sydney e Brisbane", explica.
Já o volante Bruno Guimarães falou pela primeira vez após o fim da Copa do Mundo e o pênalti perdido.
Sempre antes do jogo a gente tem a nossa preleção e o professor determina quem vai bater e eu fui o cara escolhido para bater
"Quem tinha que bater o pênalti era eu, que fui delegado. Eu bati o pênalti, perdi, poderia ter feito, mas aconteceu o que aconteceu. Um sentimento muito ruim perder um pênalti. Obviamente, que é uma ferida, uma cicatriz, tá muito recente, ainda me magoa, ainda me dói muito. Mas faz parte do futebol, que eu possa aprender com os meus erros, que é o mais importante", pontua o volante.
Convocado desde 2020, Guimarães avalia o novo ciclo, ainda sob o comando de Ancelotti, e pede apoio da torcida.

"Sem dúvida, eu acho que o mais importante é a continuidade. A gente sabe que no último ciclo de Copa a gente acabou trocando de treinadores muitas vezes. Muitas ideias diferentes. Obviamente que como jogador a gente tem que fazer o balanço e ver que não foi bom e reconhecer que a gente poderia ter feito muito melhor. Mas agora a gente precisa trazer a torcida brasileira junto com a gente. A gente sabe que eles tão muito magoados depois de tudo que aconteceu e a gente só vai conseguir fazer isso jogando bem, boas atuações, ganhando jogos", concluiu.
Para a torcida brasileira em Brisbane, uma fan fest oficial foi organizada na cidade no dia 29 de setembro, quando acontece a segunda partida entre as seleções brasileira e australiana. Com direito a bateria e samba, o encontro será realizado a partir das 2 pm, no pub The Last Man Standing, em Milton. O aquecimento da bateria será às 5 pm e a caminhada da torcida até o estádio às 7 pm. O amistoso será no Suncorp Stadium, em Brisbane, às 20h no horário local.
O Brasil ainda enfrenta a Índia em um amistoso que será realizado em 3 de outubro, às 11h de Brasília (19h30 no horário local), no estádio Vivekananda Yuba Bharati Krirangan (conhecido como Salt Lake), na cidade de Calcutá.
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