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Portugal alagado: Lisboa, Setúbal e Portalegre são as zonas mais caóticas nas últimas 48h

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Chuvas torrenciais em Portugal, principalmente na zona da Grande Lisboa, estão a causar problemas com os quais ninguém contava. Credit: ECO-SAPO

Chuva torrencial e persistente tem estado a provocar o caos em Portugal, nas últimas 48 horas. Centenas de ocorrências, entre alagamentos, inundações, quedas de árvores e cortes de estradas, principalmente nos distritos de Lisboa, Setúbal e Portalegre, estão a deixar muitas famílias de portugueses desalojados.


A chuva tem caído intensa e persistentemente em Portugal nos dois últimos dias, provocando problemas sérios e totalmente imprevisíveis.

As últimas 48 horas têm sido um verdadeiro pesadelo para centenas de família e comerciantes.

Só na madrugada passada o temporal causou centenas de ocorrências, entre alagamentos, inundações, quedas de árvores e cortes de estradas principalmente nos distritos de Lisboa, Setúbal e Portalegre, onde há registo de vários desalojados.

Na centro e arredores da cidade de Lisboa a intempérie obrigou a fechar o trânsito nos acessos à cidade. As autoridades estão a apelar às pessoas que permaneçam em casa o mais possível.

Paradas estão já as escolas, muitas empresas e todos os transportes públicos. As pessoas das zonas mais afetadas aguardam novas diretrizes para regressarem às suas vidas normais o mais possível, e o quanto antes. Mas a chuva teima em não parar.

A Câmara Municipal de Loures, no distrito de Lisboa, por exemplo, atualizou os números decorrentes do mau tempo relativamente ao dia de ontem para “mais de 160 ocorrências” e “cerca de 440 operacionais” no terreno, segundo informa a página de Facebook do município.

Só nesta zona, já se contam também “12 desalojados, que estão a ser acompanhados por técnicos da Câmara Municipal”, informa a mesma fonte.

As maiores inundações nesta autarquia, uma das mais afetadas até agora, ocorreram em zonas mais vulneráveis, como sejam a Baixa de Loures, a Flamenga e a Ponte de Frielas.

Entretanto, Fanhões, Lousa e Unhos sofreram substanciais quedas de terras, taludes e muros de contenção, que "ocorreram sobretudo em áreas mais isoladas, com poucas habitações, com consequências ao nível da interdição de vias", segundo informa a principal agência noticiosa portuguesa - Lusa.

A Lusa dá a saber ainda que no distrito de Santarém, a chuva fez com que os caudais do rio Tejo aumentassem descontroladamente, obrigando a Comissão Distrital de Proteção Civil a acionar o Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo. Nesta bacia hidrográfica e na do Douro foi ativado o alerta amarelo.

"Já em Campo Maior, no distrito de Portalegre, a zona baixa da vila ficou alagada e várias casas foram inundadas, algumas inclusivamente com água até ao teto, segundo a Câmara Municipal, que prevê acionar o Plano Municipal de Emergência de Proteção Civil", acrescentou também a Agência Lusa.

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