"É uma coisa que nós vimos constantemente quando falamos com mulheres, é aquela timidez de se destacarem. Esta é provavelmente uma das mensagens que mais queremos transmitir com os Prémios Mulheres 2026. Muitas de nós fomos educadas para não falar demasiado das nossas próprias conquistas," diz Silvia Renda, presidente da
Reconhecer a mulher imimgrante, sua luta, suas conquistas, seu trabalho às vezes silencioso, às vezes não. Essas são algumas das razões por trás da criação dos 'Prémios Mulher 2026', iniciativa inédita da PAWA que vai reconhecer, em nove categorias, mulheres de origem lusófona na Austrália.
"Aprendemos que devemos trabalhar, contribuir e esperar que alguém repare no nosso contributo, mas nem sempre alguém repara." Por isso, defende, nomear alguém ou autonomear-se não é falta de modéstia: "Significa simplesmente dizer: este é o meu percurso, este foi o meu contributo e gostaria que ele fosse considerado."
Silvia é categórica ao dizer que já basta a dificuldade de reconstruir uma vida noutro país para que isso, por si só, não seja motivo de mais um julgamento sobre se alguém "é boa o suficiente".

"É uma coisa que nós vimos constantemente quando falamos com mulheres, é aquela timidez de se destacarem. Esta é provavelmente uma das mensagens que mais queremos transmitir com estes Prêmios. Muitas de nós fomos educadas para não falar demasiado das nossas próprias conquistas. Eu acho que isto é particularmente uma coisa que as mulheres realmente sofrem.
"Às mulheres que olharem para os Prémios e pensarem que talvez não tenham feito o suficiente, eu diria: 'Não seja você própria a excluir-se antes de o júri ter sequer a oportunidade de conhecer a sua história,' " diz Silvia.

Em 9 categorias, os Prêmios Mulher 2026 vai celebrar histórias inspiradoras nas áreas de Liderança e Empoderamento Feminino; Artes e Cultura; Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM); Saúde e Bem-Estar; Educação; Negócios e Empreendedorismo;
Mídia e Comunicação; Jovens Talentos (16-25 anos) e Serviço Comunitário e Mérito Silencioso (Quiet Achiever).
Categorias como Serviço Comunitário existem, segundo Renda, exatamente para captar esse trabalho de grande impacto e anos de dedicação que raramente recebem qualquer reconhecimento. A categoria Jovem Conquistadora nasce da mesma lógica, aplicada à geração mais nova.
O processo de candidatura, explica a organizadora, foi pensado para ser simples: sem burocracia excessiva, com espaço para que cada mulher — ou quem a indica — descreva o que fez, que obstáculos enfrentou e que diferença causou.

"Esta é a primeira edição dos Prêmios Mulher 2026 e certamente vamos aprender com ela, mas procuramos criar categorias suficientemente abrangentes para mostrar que existem muitas formas diferentes de uma mulher contribuir e fazer a diferença," diz Silvia.
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