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Brasileiro relata experiência no Nepal após deslizamentos que devastaram o país

leonardo leleco pelo mundo - mentalizei
Leonardo está viajando pela Ásia e acabou presenciando o desastre no Nepal no mês de agosto. Credit: Leonardo Garlet Caetano / arquivo pessoal

Após quase quatro anos morando na Austrália, Leonardo Garlet Caetano embarcou para uma longa viagem pela Ásia. Ele estava no Nepal quando a geleira rompeu na região do Himalaia, deixando centenas de mortos rio abaixo. Em entrevista à SBS em Português, Leonardo relata o que presenciou durante a tragédia, descreve o trabalho das equipes de resgate e a mobilização das comunidades locais, além de contar como conseguiu deixar o país e seguir viagem para a China.


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By Marinna Protasiewytch

Source: SBS


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Após quase quatro anos morando na Austrália, Leonardo Garlet Caetano embarcou para uma longa viagem pela Ásia. Ele estava no Nepal quando a geleira rompeu na região do Himalaia, deixando centenas de mortos rio abaixo. Em entrevista à SBS em Português, Leonardo relata o que presenciou durante a tragédia, descreve o trabalho das equipes de resgate e a mobilização das comunidades locais, além de contar como conseguiu deixar o país e seguir viagem para a China.


Destaques

  • Gaúcho que viveu quase quatro anos na Austrália relata experiência durante desastre no Nepal.
  • Estradas bloqueadas obrigaram mudança de planos e saída emergencial do país.
  • Comunidades, voluntários e equipes de resgate se mobilizam após a tragédia.

Imagina você, após passar uma temporada de quase 4 anos na Austrália, decidir fazer uma grande viagem pelos países asiáticos e no meio disso se deparar com um desastre natural. Essa é a história do brasileiro Leonardo Galet Caetano, que aos 29 anos é influência.

Planejou uma viagem que teria entre os destinos cidades do Nepal e da China. Leonardo não estava na região de maior impacto do desastre, mas, segundo nos conta, conseguiu se locomover para Trishuli, um dos pontos de ajuda à população da região afetada. O plano anterior era sair da cidade de Pokhara e seguir para outros destinos dentro do Nepal.

Mas com a rodovia bloqueada, precisou comprar uma passagem de última hora para conseguir atravessar o caos e chegar a Kathmandu, de onde onde pegou um voo para Guangzhou na China.

Ele contextualiza como a viagem começou. "Na verdade, eu fui geograficamente por onde era mais conveniente. Comecei pela Nova Zelândia, fui para Fiji, depois Hong Kong, Japão, Coreia, China, Tailândia, Laos, Vietnã, depois fui para Índia, Srilanka, Maldivas. Aí cheguei no Nepal", conta o brasileiro.

Eu cheguei no Nepal com um visto de 15 dias. E eu separei o o prazo mínimo, porque eu já tinha a passagem de saída para vir para a China. Fui fazer o meu turismo. Comecei por Kathmandu, depois fui para Pokhara. Quando eu cheguei em Bandipur, que é uma parte montanhosa e também perto do ocorrido das enchentes, eu recebi a notícia que as estradas estavam fechadas.
Leonardo Garlet Caetano, influencer e nômade digital.

O jovem aponta que tinha alguns dias de visto restantes e que ficou preocupado ao perceber que poderia ficar preso no pais por conta da falta de acesso.

Começou a bater um desespero, porque eu pensei: "Cara, como é que eu vou voltar para Kathmandu? Como que eu posso ajudar? Será que essa água vai chegar aqui.
Leonardo Garlet Caetano, influencer e nômade digital.

Após pegar um avião entre as cidades de Pokhara e Kathmandu, Leonardo se uniu a um grupo de voluntários e chegou a uma das regiões próximas que foram afetadas.

nepal desastre
Região de Trishuli soterra pela lama após a avalanche do Himalaia. Credit: Source: Leonardo Garlet Caetano / arquivo pessoal

"Foi me dada a oportunidade de poder ajudar. Nós compramos comida, embalamos e levamos até a região afetada. A gente não conseguiu chegar no lugar onde as pessoas estavam soterradas, porque estão limitando", explica. Ele também relata que usou seus quase 200 mil seguidores no instagram e milhões de views no youtube para pedir ajuda para a população.

Natural do Rio Grande do Sul, ele destaca que apesar de estar longe do seu estado que foi inundado em 2024 também utilizou a força da internet para arrecadar doações e ajudar a população naquela época. Para ele, esse tipo de ajuda pode transformar realidades e por isso decidiu fazer também com o desastre no Nepal.

"Eu espero que os vídeos continuem ajudando as famílias, porque fisicamente eu tive que ir embora, mas eu acredito que o digital perpetua para todo sempre. Faço arrecadações de dinheiro, com vaquinhas e depósitos, divulgando ações da Cruz Vermelha nepalesa, a fonte do Prime Minister do Nepal e eu consegui o WhatsApp desse rapaz que me levou a região afetada que está fazendo as doações para a comunidade", pontua.

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Para ouvir a entrevista completa, clique no 'play' desta página.

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