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Portugal à espera de queda na temperatura para aliviar incêndios florestais

Forest fire in Portugal

Um bombeiro combate o incêndio florestal em Mocao, Santa Eulália, Arouca, Credit: ESTELA SILVA/EPA

Uma semana de fogo, temperatura que ferve e que está a destruir, a carbonizar vários belos recantos de paisagem natural em Portugal.


Published

By Francisco Sena Santos, Luciana Fraguas

Source: SBS



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Uma semana de fogo, temperatura que ferve e que está a destruir, a carbonizar vários belos recantos de paisagem natural em Portugal.


Há uma semana, as chamas propagam-se por muita da floresta do Parque Nacional da Peneda Gerês, no Alto Minho, também nas duas margens do Rio Douro a escassos 30 a 50 quilómetros da cidade do Porto.

É na Serra da Freita, concelhos de Arouca e Castelo de Paiva, é também nas serras de Gondomar e Penafiel.

Arde floresta, mas também várias casas. O fogo está em zonas de pequenas aldeias com população reduzida, 50 a 70 pessoas em cada uma dessas aldeias, são sobretudo os mais velhos porque os mais novos, os filhos, os netos, os bisnetos trocaram o interior pelas grandes cidades.

A falta de meios aéreos para combate ao fogo tem sido criticada, nomeadamente, por autarcas de zonas que há dias sofrem com incêndios descontrolados, queixam-se de que mais aviões e helicópteros são indispensáveis devido à topografia acidentada que dificulta os trabalhos de terraplanagem.

Augusto Marinho, presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, exigiu ao governo a ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil ou de acordos bilaterais que permitam a chegada de reforços aéreos de outros países.

Moradores auxiliam bombeiros

Três grandes incêndios florestais em Portugal – Arouca, Ponte da Barca e Penamacor – queimaram 14.000 hectares até agora, incluindo 6.000 hectares somente em Arouca.

Quinhentos e cinquenta bombeiros ainda trabalham em Arouca e mais de 500 em Ponte da Barca. Um grupo de bombeiros foi visto ajudando a impedir que o incêndio se alastrasse para a cidade de Cinfães.

O morador Armando Moura e sua esposa, da cidade vizinha de Castelo de Paiva, decidiram ajudar os bombeiros durante seus turnos, dirigindo pelas montanhas para entregar comida e água.

“Estamos em casa e vemos essas pessoas trabalhando, dando tudo de si. Sinto que estou em casa sem fazer nada e alguém está trabalhando para mim, então minha esposa e eu pensamos: 'vamos levar algo para eles'. Ela fez sanduíches, compramos algumas coisas que, no final, não custam nada, e isso os ajuda porque eles ficam aqui horas e horas sem comer ou beber, ” diz Armando.

Para Manuel Marinho, outro morador, o calor vai continuar.

“Isso vai continuar, se o vento não diminuir e as temperaturas baixarem, vai continuar. Com o calor do dia, haverá reacendimentos em todos os lugares e os bombeiros não podem estar em todos os lugares, então isso vai continuar por mais um tempo.”

Para ouvir, clique no 'play' desta página.

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