A conferência da Federação das Comunidades Étnicas da Austrália (FECCA 2022) foi realizada em Melbourne para discutir os principais problemas enfrentados pelos imigrantes na Austrália. O evento também reafirmou a Declaração Uluru do Coração e a importância do reconhecimento e respeito aos povos das primeiras nações. Conversamos com Alba Chliakhtine, presidente da Abrisa, Associação dos Brasileiros em Victoria, que destacou os principais pontos discutidos.
Em maio de 2017, representantes dos povos aborígines e das ilhas do Estreito de Torres se reuniram na Convenção Nacional Constitucional das Primeiras Nações no Uluru e apresentaram a Declaração Uluru do Coração.
A Declaração pede por uma representação dos Povos das Primeiras Nações no Parlamento, sua consagração na constituição, e um processo para a concretização de um 'Tratado'.
É resultado dos 13 Diálogos Regionais deliberativos na Austrália com as comunidades das Primeiras Nações. A declaração busca estabelecer uma relação entre os povos das Primeiras Nações da Austrália e a nação australiana com base na verdade, justiça e autodeterminação.
Vários paineis de discussão da FECCA 2022 abordaram a importância da Declaração, a representação política dos povos das primeiras nações e o racismo.
Clique na imagem que abre essa reportagem para ouvir a entrevista com Alba Chliakhtine, presidente da Abrisa, Associação dos Brasileiros em Victoria, uma das convidadas especiais do evento.
"Racismo é ignorância, ignorância existe em todas as comunidades, não é é restrita a um grupo étnico", disse Alba, que também adiantou os próxios eventos e projetos da Abrisa para o segundo semestre de 2022.



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