É neste próximo domingo, 8 de fevereiro, que fica escolhido o próximo presidente de Portugal.
Seria de esperar que a campanha estivesse a decorrer intensa entre os dois candidatos finalistas, António José Seguro, socialista com prática de centro-esquerda, e Andre Ventura, candidato ultra-nacionalista alinhado com a extrema-direita.
Todas as pesquisas anunciam que o socialista Seguro vai ser eleito por um consenso nacional contra o discurso extremista de Ventura. Essas sondagens colocam Seguro a dobrar a percentagem de votos em Ventura: 66 a 68%% para Seguro, 27 a 33% para Ventura.
Esta quase certeza de eleição do socialista Seguro tende a favorecer uma abstenção muito alta. Com os dados das sondagens os eleitores moderados e de esquerda deixaram de estar assustados com a possibilidade de vitória de um candidato com discurso ultranacionalista, contra a diversidade, contra os estrangeiros como é Ventura.
A campanha, de facto quase deixou de existir. Os dois candidatos multiplicam visitas às regiões sinistradas pela depressão Kristin, não há ambiente para propaganda política – embora Ventura insista no discurso contra os partidos tradicionais que não cuidam das pessoas que precisam de ajuda.
A previsão de chuvas torrenciais no domingo de eleições pode contribuir para muita gente desleixar o exercício do voto.
Seja como for, tem-se como certa a eleição de Seguro como próximo presidente de Portugal, com discurso de moderação e solidariedade com todos.
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