A família de um idoso ligou para o 112 pouco depois das 11 da manhã. O quadro descrito levou à classificação como doente urgente. A chamada foi às 11 horas, mas quando a ambulância chegou, às 2 da tarde, o doente tinha morrido, por falência cardíaca.
No dia seguinte, outros dois casos urgentes. As ambulâncias chegaram uma hora depois e as pessoas já estavam sem vida. São três mortes que estão a desencadear tempestade política em Portugal, com exigências de demissão da Ministra da Saúde, considerada incapaz para dirigir as infraestruturas do SNS.
Veio a saber-se que a pessoa que esperou três demasiadas horas pela chegada da ambulância, estava no Seixal, cidade na Península de Setúbal, mesmo em frente a Lisboa. É uma região com 300 mil pessoas, mas com apenas três ambulâncias disponíveis.
Acresce que os hospitais estão saturados com casos de gripe e, perante a falta de camas, recorrem às macas das ambulâncias que assim ficam imobilizadas, às vezes por mais de 12 horas.
Perante a revolta geral, o governo acaba de anunciar a compra imediata de 500 camas hospitalares e de 275 ambulâncias para distribuir por todo o país, para o serviço do 112 emergência médica.
As medidas estão a ser elogiadas, mas não baixam a contestação à direção política da saúde em Portugal.
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