Ministro Português da Educação quer apurar responsabilidades no caso do menino com dedos amputados

Germany: Elementary school

Menino de 9 anos, da Escola de Fonte Coberta, em Cinfães, Viseu, perdeu as pontas de dois dedos na escola. Source: SIPA USA / Bernd Weißbrod/dpa/picture-alliance/Sipa USA

O Ministério da Educação do Governo de Portugal confirmou à SBS que deu instruções à Inspeção-Geral da Educação para abrir um processo para averiguar sobre as circunstâncias em que um aluno, um menino com 9 anos, filho da brasileira Nívia Estevam, da Escola de Fonte Coberta, em Cinfães (Viseu) perdeu as pontas de dois dedos.


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O Ministério da Educação corresponde assim, também, ao pedido de esclarecimentos apresentado pela Embaixada do Brasil em Portugal

O próprio Ministro da Educação, Fernando Alexandre, uma das personalidades com melhor cota de aprovação no atual Governo Português quer também a tomada de medidas para garantir que casos assim não se repetem.

Há inquietação pelo crescendo de episódios de violência entre os mais jovens. Violência sobre pais, sobre avós, sobre irmãos e sobre colegas na escola. O Ministro pretende garantir que, em todas as escolas, passe a haver supervisão e acompanhamento dos alunos por equipas de psicólogos. Quer também resolver uma necessidade reclamada pela direção de grande parte das escolas portuguesas: a de que haja mais funcionários, designadamente vigilantes.

A falta de vigilantes é necessariamente uma das falhas que tornou possível que nesta Escola de Cinfães, no Norte rural de Portugal, tenha sido possível que este aluno de 9 anos tenha estado largos minutos a gritar, a pedir ajuda e a verter sangue intensamente enquanto dois colegas, em atitude cruel, esmagavam a ponta de dois dos dedos, na fechadura da porta do banheiro.

Quando um professor deu pelo que estava a suceder, os agressores fugiram e o menino, desmaiado, foi de imediato conduzido em ambulância para o principal hospital da cidade do Porto, a escassos 50 quilómetros, onde o menino foi submetido a três horas de cirurgia. A mãe, depois de muito ouvir os médicos, insiste que o menino irá ficar “com sequelas físicas e psicológicas”.

Um grupo de 15 advogados já se disponibilizou para tratar do processo judicial sobre este caso: “Somos 15 advogados que vamos atuar. Cada núcleo vai ficar com uma parte: com o criminal, com o administrativo e com o cível”.

Acrescentam: “Vamos proceder à queixa ao Ministério Público e vamos tratar do processo administrativo, da responsabilidade civil da escola em termos de vigilância e do processo cível”

Nívia, a mãe do menino, lamenta: A escola está a reduzir isto a uma brincadeira que correu mal”.

O menino está a recuperar, mas com os dois dedos amputados.

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