A diplomacia portuguesa segue com preocupação permanente o que acontece na Guiné-Bissau e, hoje, Portugal junta-se ao governo brasileiro, também ao secretário-geral da ONU no lamento por mais um golpe de Estado.
A ordem constitucional e o Estado de direito na Guiné-Bissau já vinham sofrendo desde que Umaro Sissoco Embaló chegou à presidência, em 2020. Esta quarta-feira foram suspensas por mais uma intervenção militar na esfera política. Um denominado Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e a Ordem Pública assumiu “a plenitude dos poderes do Estado da República da Guiné-Bissau”, depondo o Presidente da República, encerrando as instituições democráticas, suspendendo o processo eleitoral e os órgãos de comunicação social, encerrando as fronteiras terrestres e marítimas e o espaço aéreo e instituindo o recolher obrigatório entre as 19h e as 6h. Também o acesso às redes sociais foi bloqueado.
O clima de insegurança e impunidade em que a Guiné-Bissau, pequena ex-colónia portuguesa na costa ocidental de África, permanentemente vive nada contribuem para o seu desenvolvimento sócioeconómico, sendo actualmente um dos países mais pobres do mundo. A principal razão apontada para esta situação de fragilidade são as constantes interferências dos militares na esfera civil e política, bem como as alianças de poder estabelecidas entre políticos e militares, agravada nos anos mais recentes pelas actividades e influência de grupos de traficantes de droga da América latina que fazem da Guiné-Bissau um entreposto de distribuição.
É assim que o país tem sido um Estado falhado.
A Guiné-Bissau situa-se na Costa Ocidental da África, possui uma superfície de 36.125 quilômetros quadrados, limitada ao Norte pelo Senegal, a Este e Sudeste pela Guiné-Conakre (ex-colônia francesa).
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